UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANDREIA FREIRE DE MENEZES
20/03/2017 15:02


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREIA FREIRE DE MENEZES
DATA: 30/03/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: VITILIGO: QUALIDADE DE VIDA E ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA PATOLOGIA ASSOCIADOS A NOVOS RECURSOS DE AUXÍLIO NO MANEJO.
PALAVRAS-CHAVES: vitiligo, modalidades terapêuticas, metanálise, interleucinas, qualidade de vida.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Vitiligo é uma doença da pele que afeta entre 0,4 e 2,9% da população mundial, caracteriza-se por ser uma desordem de pigmentação adquirida, evidenciada por máculas acromáticas de diferentes formas e tamanhos, resultantes de alterações funcionais dos melanócitos. O mecanismo patogênico ainda é desconhecido e, embora assintomático, o vitiligo compromete em muitos aspectos a qualidade de vida do indivíduo, sendo por vezes psicologicamente devastador. Esse trabalho teve como objetivos (1) descrever a partir de revisões sistemáticas aspectos fundamentais da patologia envolvendo interleucinas, modalidades terapêuticas e patentes de novos produtos; (2) avaliar através de um estudo de metanálise a relação entre a doença e a percepção de qualidade de vida pelo indivíduo de acordo com suas características sociodemográficas e fatores psicológicos; e (3) avaliar através de um estudo transversal a qualidade de vida de portadores de vitiligo de acordo com área afetada e o índice de despigmentação da pele. Os dados mais recentes publicados na literatura, observados na revisão sistemática, demonstraram que as interleucinas estão diretamente relacionadas ao aspecto autoimune do vitiligo associando o aumento de interleucinas pró-inflamatórias à resposta inflamatória com recrutamento de células T citotóxicas e destruição dos melanócitos. Os estudos mostram o papel da IL-17 no aparecimento e progressão da doença e sua ação sinérgica com a IL-2, IL-6 e IL-33. A revisão envolvendo tratamentos farmacológicos revelou que as terapias medicamentosas atuais apresentam variação entre os indivíduos e são muitas vezes insatisfatórias, sendo os imunomoduladores bem tolerados. Na revisão que envolveu patentes dos últimos 5 cinco anos foi identificado que as drogas sintéticas que vêm sendo desenvolvidas têm aumentado ou permitido a produção de melanócitos ou ainda reduzido estresse oxidativo e imunossupressão, dentre eles destaca-se o afamelanotido, um agonista seletivo do receptor de melanocortina 1 (MC1R), atualmente em ensaio clínico. A metanálise realizada identificou que o vitiligo afeta mais a qualidade de vida das mulheres que os homens, e que possivelmente aspectos genéticos, ambientais e culturais estão relacionadas com o impacto sobre a qualidade de vida, com destaque para o continente asiático, especialmente os estudos realizados na Índia. Pacientes com vitiligo têm taxas mais elevadas de ansiedade e sintomas depressivos, comportamentos de evitação para atividades sociais e baixa autoestima. Vitiligo em áreas mais visíveis e pele mais escura propicia uma qualidade de vida inferior. O estudo clínico transversal envolveu as caracterização sociodemográfica, clínica, e a aplicação do Vitiligo-specific quality-of-life instrument (VitiQoL), questionário desenvolvido e validado por pesquisadores da Universidade de Nova York e Chicago, que foi recentemente traduzido e validado no Brasil (2015). O estudo foi realizado com a população de pacientes atendidos no Serviço de Dermatologia/HU-UFS durante todo o ano de 2016 e identificou uma média de idade 32,8±16,6 anos, 62% foram do sexo feminino e a primeira lesão surgiu antes dos 20 anos de idade em 50% dos pacientes. 52,5% apresentaram a forma não-segmentar e 65,3% relataram perceber alteração das lesões com o estresse; a média do resultado do VitiQol foi 36,2±25,7, em uma escala de gravidade que varia de 0 a 90 pontos, e a média da avaliação pessoal da gravidade do vitiligo foi de 3.6±2.0, na escala que varia de 0 a 6 pontos. A correlação entre o percentual total da área despigmentada e a qualidade de vida foi considerada moderada (rS= 0.6898) e a média do índice relativo de melanina (RMI) foi de 47,6±25,4.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2178493 - MARIA CLAUDIA TAVARES DE MATTOS
Externo ao Programa - 1618424 - PEDRO DANTAS OLIVEIRA
Interno - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL

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