UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: JONATHA VASCONCELOS SANTOS
16/02/2017 15:07


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JONATHA VASCONCELOS SANTOS
DATA: 03/03/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação - Didática II
TÍTULO: "AS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO DE 2013 PRA GENTE NÃO ACABOU”: UM ESTUDO SOBRE AS FORMAS DE CONTESTAÇÃO NO COLETIVO DEBAIXO EM ARACAJU
PALAVRAS-CHAVES: ciclo de protesto, movimentos sociais, coletivo.
PÁGINAS: 149
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Esta dissertação analisa o surgimento e as dinâmicas de contestação do Coletivo Debaixo entre os anos de 2013 e 2016 em Aracaju. O Coletivo Debaixo surge após as manifestações de junho de 2013, conhecidas na cidade como Acorda Aracaju, através da ocupação mensal intitulada Sarau Debaixo no Viaduto Jornalista Carvalho Déda, popularmente conhecido como Viaduto do DIA. Essa investigação trata-se também de demonstrar, a partir do Coletivo Debaixo, o processo de emergência de um coletivo que resulta do ciclo de protestos de 2013 e que, nesse sentido, é também consequência de um processo de elaboração de um modelo de ação coletiva que tem como principal repertório de ação coletiva a ocupação do espaço público com o uso de formas de contestação estética. Junto a isso, o coletivo utiliza, e também elabora, uma gramática de contestação que tem como base a noção da “cidade desigual” e necessidade de retomada do espaço público que é uma pauta bastante recorrente entre os movimentos sociais a partir das manifestações de 2013. O coletivo é formado por jovens, quase todos estudantes universitários, que possuem dois elementos comuns em suas histórias de vida, o envolvimento com formas de expressão artística como o movimento punk, a poesia e o hip-hop e a participação anterior em movimentos sociais, partidos políticos e outros coletivos. Esses eventos comuns entre as histórias de vida dos integrantes do coletivo marcam as formas de ação e modelos de organização acionados pelo grupo. A ocupação mensal do viaduto, as terceiras terças-feiras do mês, durante esses anos contribuiu para a criação de uma rotina de contestação que passou a ser experimentada por um conjunto de atores já mobilizados em movimentos sociais, partidos políticos e coletivos, assim como simpatizantes. Essa rotina mensal, forma encontrada pelo coletivo para manter as manifestações de 2013 nas ruas para além daquele ano, foi responsável pela identificação do viaduto enquanto um novo “lugar político”. Esse “lugar político” surge através de uma dinâmica de ressignificação desse espaço público que acontece durante os três anos de mobilização. Após isso, o viaduto se torna reconhecido por outros movimentos sociais enquanto um lugar a ser utilizado para a reivindicação de diversas pautas. Nesse sentido, esta pesquisa se insere em um campo de investigação acerca dos desdobramentos do ciclo de protesto de 2013 no Brasil tais como o surgimento de novos grupos mobilizados e da ampliação das formas de participação política.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MONIKA WERONIKA DOWBOR DA SILVA
Interno - 426602 - ROGERIO PROENCA DE SOUSA LEITE
Presidente - 1195417 - WILSON JOSE FERREIRA DE OLIVEIRA

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