UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARCOS CARDOSO RIOS
16/02/2017 08:36


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS CARDOSO RIOS
DATA: 23/02/2017
HORA: 08:00
LOCAL: MINI AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA-UFS SÃO CRISTÓVÃO
TÍTULO: ANÁLISE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA HEPATITE C.
PALAVRAS-CHAVES: Hepatite C. Estudos de utilização de medicamentos. Reações adversas aos medicamentos. Segurança do paciente. Farmacêutico.
PÁGINAS: 242
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Introdução: A dinâmica no desenvolvimento e uso de medicamentos, como parte essencial no processo de cuidado ao paciente com hepatite C, exige igual dinâmica na avaliação de sua utilização, como forma de melhorar a oferta de assistência ao paciente. Objetivo: Avaliar o perfil de uso, efetividade e segurança dos medicamentos para o tratamento da hepatite C. Materiais e Métodos: A tese foi dividida em quatro capítulos que buscaram responder aos objetivos específicos da pesquisa. Para tanto: 1- foi realizada uma revisão transversal dos prontuários de todos os pacientes com hepatite C que receberam terapia antiviral com interferon/peginterferon e ribavirina entre os anos de 2002 e 2012; 2-. foram analisados os prontuários de todos os pacientes com hepatite C, tratados com boceprevir ou telaprevir em associação com peginterferon e ribavirina, entre os anos de 2013 a 2015; 3- uma revisão sistemática foi realizada a fim de avaliar a incidência de reações adversas associadas às farmacoterapias; 4- analisou-se a percepção de um grupo de pacientes tratados ou em tratamento com um dos esquemas terapêuticos para hepatite C sobre o impacto das reações adversas. Resultados: no artigo 1, foram analisados 298 tratamentos da hepatite C com interferon/peginterferon, sendo que a resposta sustentada variou de 40,8% a 58,3% entre os pacientes não tratados e previamente tratados com doença recorrente. Quanto ao artigo 2, foram analisados 48 tratamentos que associaram o uso do telaprevir ou boceprevir com peginterferon e ribavirina, apresentando taxas de resposta sustentada que variaram de 61,5% associados ao telaprevir e 50% ao boceprevir. As taxas de resposta diminuíram para 22,8% com telaprevir e 15,4% com boceprevir, quando consideradas as intenções em tratar. No artigo 3 foram selecionados 13 estudos que incluíram 8.221 pacientes e destacaram 4.801 relatos de reações adversas com 41 manifestações diferentes. O ranking de seleção mostra preferências para o uso de antivirais de ação direta e menor recomendação dos inibidores de protease. A análise das percepções de pacientes (artigo 4) mostraram que as experiências negativas associadas à farmacoterapia estão entre as principais barreiras no tratamento. Conclusões: à partir do artigo 1, conclui-se que a associação peginterferon e ribavirina apresenta alta incidência de reações adversas e baixa taxa de resposta sustentada em pacientes com fibrose avançada. Características genéticas e estágios mais favoráveis à resposta virológica, podem, razoavelmente, justificar o uso, especialmente em pacientes que têm acesso restrito aos novos medicamentos. No artigo 2, analisou-se que a utilização das associações com boceprevir ou telaprevir não se mostraram satisfatórias, dada à alta taxa de descontinuação do tratamento e as complicações. A revisão sistemática (artigo 3) evidenciou que os antivirais de ação direta são mais seguros, embora as evidências sejam menos robustas. A terapia clássica com peginterferon e ribavirina deve ser preferida em relação à terapia agregativa com inibidores de protease, uma vez que nestas, as reações são mais insidiosas e de difícil manejo. Na percepção dos pacientes o impacto das reações adversas afetam o cotidiano e a maneira como se relacionam com a doença e o tratamento, mas a participação do farmacêutico pode aumentar a segurança do tratamento e as chances de cura. Estes resultados mostraram as variações nos perfis de segurança nos perfis terapêuticos no curso dos últimos anos e contribuem para a base médico-social e econômica das atividades de regulamentação e outras decisões no campo da política de medicamentos e tratamento da hepatite C.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1315121 - DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
Interno - 1334092 - FRANCILENE AMARAL DA SILVA
Externo à Instituição - GRACE ANNE AZEVEDO DÓRIA
Interno - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI
Externo à Instituição - PATRICIA MELO AGUIAR

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