UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: TEREZA RAQUEL RIBEIRO DE SENA
08/02/2017 15:21


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TEREZA RAQUEL RIBEIRO DE SENA
DATA: 23/02/2017
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório II do Programa de Pós-graduação em Zootecnia- UFS
TÍTULO: Detecção precoce de perda auditiva em trabalhadores expostos a agrotóxicos com uso de audiometria de altas frequências.
PALAVRAS-CHAVES: Praguicidas. Saúde do Trabalhador. Audiometria.
PÁGINAS: 92
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

Introdução: Os impactos à saúde ocasionados pelo uso de agrotóxicos são amplos. Estudos tem demonstrado o efeito dos agrotóxicos associados a outros agentes otoagressores, entretanto, se pressupõe que, isoladamente, os agrotóxicos também podem ser prejudiciais à audição. Como a Audiometria de Altas frequências (AAF) é um procedimento utilizado no diagnóstico clínico da perda auditiva ocasionada por agentes químicos, se estuda a possibilidade da contribuição deste recurso na detecção das perdas auditivas ocasionadas por agrotóxicos. OBJETIVO: Avaliar as características auditivas dos trabalhadores rurais que fazem uso de agrotóxicos, por meio da audiometria de altas frequências. MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal que atendeu os critérios de ética em pesquisa, e, não apresentou conflito de interesses, foi realizado em 87 trabalhadores rurais, na faixa etária de 18 a 59 anos, com vínculo de trabalho formal, informal e/ou que atuavam na agricultura familiar. Foram avaliados 38 sujeitos não expostos a agrotóxicos (G1) e 49 com exposição a estes produtos (G2), que realizaram anamnese, meatoscopia, emissões otoacústicas evocadas por produto de distorção (EOAPD), audiometria tonal liminar nas frequências convencionais de 500 a 8.000 Hz, e, em se apresentando normal, seria realizada a AAF em 9.000, 10.000, 11.200, 12.500, 14.000, 16.000, 18.000 e 20.000 Hz. RESULTADOS: Os trabalhadores foram distribuídos em 41% do sexo masculino e 59% do sexo feminino; 54% atuavam na agricultura familiar (p<0,0001), a mistura de agrotóxicos foi relatada por 77% dos examinados, o produto à base de glifosato foi o mais utilizado (73%) e 24% não souberam informar o nome do agrotóxico utilizado, o uso de Equipamento de Proteção Individual não foi identificado, a média de idade de início de trabalho foi 11 anos (DP=3,89), 23% dos sujeitos (p=0,013) relataram tonturas antes, durante ou após a aplicação de agrotóxicos. Os trabalhadores expostos a agrotóxicos (G2) apresentaram maiores médias em limiares da AAF que aqueles que não foram expostos (G1), com significância entre 9.000 e 20.000 Hz em ambas as orelhas (p<0,0001), independente da faixa etária. Os resultados das EOAPD e demais sintomas não foram significativos. CONCLUSÃO: Os trabalhadores expostos a agrotóxicos apresentaram piores resultados na AAF, quando comparados com aqueles sem exposição. A AAF pode ser considerada um instrumento sensível para detectar alterações auditivas em trabalhadores expostos a agrotóxicos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2088482 - ALAIDE HERMINIA DE AGUIAR OLIVEIRA
Presidente - 997456 - ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
Externo à Instituição - MARLIZETE MALDONADO VARGAS
Externo ao Programa - 2570236 - ROSANA CARLA DO NASCIMENTO GIVIGI
Interno - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO

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