UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 29 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MAYRA BORGES LEMOS
09/02/2017 09:57


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAYRA BORGES LEMOS
DATA: 20/02/2017
HORA: 13:00
LOCAL: Sala de Vídeo do Departamento de Medicina- CCBS/HU
TÍTULO: ESTUDO HISTOPATOLÓGICO DAS DISPLASIAS EPITELIAIS EM LESÕES INFLAMATÓRIAS CRÔNICAS DA CAVIDADE ORAL
PALAVRAS-CHAVES: displasia; mastócitos; colágeno.
PÁGINAS: 49
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Introdução: A inflamação crônica tem um papel importante na transformação e progressão tumoral durante a carcinogênese oral. Existe um grande número de lesões inflamatórias crônicas (LIC) da cavidade oral, que estão relacionadas a processos displásicos do epitélio, à resposta imune e à mudança na deposição do colágeno. Objetivos: Avaliar os diferentes graus de displasia epitelial nas LIC de origem traumática, como também, a densidade de mastócitos e diferentes tipos de fibras colágenas nos casos de displasias epiteliais e carcinomas de células escamosas (CCE). Material e Métodos: O estudo foi observacional, descritivo e retrospectivo. As amostras foram obtidas de laudos histopatológicos diagnosticadas no laboratório de Patologia Oral da Universidade Federal de Sergipe. Na primeira etapa, 183 LIC foram avaliadas quanto à presença da inflamação e também classificadas em relação ao grau de displasia (ausente, leve, moderada/severa). A segunda etapa foi composta por 45 casos divididos em: Grupo controle (CCE), Grupo 1 (displasia leve- DL), Grupo 2 (displasia moderada/severa- DM/S). Foram corados com Azul de Toluidina para quantificar os mastócitos e Picrosirius Red para avaliação dos tipos de fibras colágenas I e II. Resultados: As LIC foram mais frequentes em mulheres (n=107) e a idade média foi de 36,6 anos. O sítio mais afetado foi a mucosa do lábio inferior (29,7%), já a lesão mais frequente foi o fibroma traumático (39,2%). Observou-se inflamação em todas as lesões e a DL foi a mais prevalente, presente em 56,3% da amostra. Os mastócitos foram evidenciados nos três grupos e a média no grupo controle foi de 6,76 mastócitos/mm2 , na DL foi de 10,82 mastócitos/mm2 e na DM/S foi de 19,18 mastócitos/mm2 , havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Quando analisadas as fibras colagenas tipo III, observou-se no grupo controle que em 58,89% dos casos a concentração foi superior a 50%. Já as fibras tipo I, tiveram concentração superior a 50% em apenas 30% dos casos. Semelhante ao grupo de DM/S, onde a concentração das fibras III foi superior a 50% em 62,22% e as fibras tipo I tiverem predomínio em 26,67 %. Esse resultado diferiu do observado no grupo da DL, em que o predomínio das fibras colágenas tipo I foi em 77,78% dos casos, e as fibras tipo III foram mais frequentes em apenas 15,56 %. Conclusão: Lesões inflamatórias crônicas orais apresentaram alterações displásicas na maior parte dos casos. O fibroma de células gigantes foi a lesão com maior incidência de DM/S, sugerindo um maior risco de malignização. O estudo sugere uma participação dos mastócitos na fase de transformação tumoral. E a alteração gradativa dos colágenos tipo I e x III, indicam alteração das células produtoras de colágeno, durante as fases da displasia (transformação tumoral).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 426457 - MARTA RABELLO PIVA
Externo à Instituição - PAULO ALMEIDA JUNIOR
Externo ao Programa - 1314285 - ROSILENE CALAZANS SOARES

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