UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: DANIELLE GOMES SANTANA
07/02/2017 12:53


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELLE GOMES SANTANA
DATA: 20/02/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: Evidências sobre o uso de plantas medicinais na pancreatite aguda experimental e avaliação do extrato de cranberry (Vaccinium macrocarpon).
PALAVRAS-CHAVES: “pancreatite aguda”; “plantas medicinais”; “Vaccinium macrocarpon”; “inflamação”; “hiperalgesia”; “estresse oxidativo”; “revisão sistemática”; “estudo experimental”.
PÁGINAS: 125
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A pancreatite aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas, que pode causar elevada mortalidade nas suas formas graves. Apesar da incidência da PA estar aumentando nos últimos anos, não há tratamento específico para esta condição. Evidências pré-clínicas sugerem que as plantas medicinais (PM) podem ser uma alternativa viável ao tratamento da PA. A atividade antioxidante do extrato padronizado da Vaccinium macrocarpon (EpVm) pode ser útil no tratamento desta doença. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática que avaliou o uso de PM em modelos pré-clínicos de PA e investigar as propriedades anti-inflamatória, antioxidante e antinociceptiva do EpVm em modelo de PA em camundongos. Para tanto, foram selecionados estudos pré-clínicos de PA em que PM foram utilizados e os desfechos foram comparados ao grupo controle (tratamento placebo). As buscas eletrônicas foram realizadas utilizando-se das bases MEDLINE, LILACS, BVS, SCIELO, SCOPUS, Web of Science e Embase, além da “gray literature” (Google Scholar) pela inserção de buscadores. Nenhum idioma foi excluído Dois revisores independentes identificaram os estudos relevantes, fizeram a extração dos dados e avaliaram o risco de viés dos estudos selecionados, pelo uso da ferramenta de risco de viés do “Systematic Review Protocol for Animal Intervention Studies” (SYRCLE). Os dados dos estudos elegíveis foram extraídos e sintetizados qualitativamente. Para o estudo experimental, a PA foi induzida em camundongos Swiss machos (30-35 g, n = 6 por grupo) por duas injeções sucessivas de L-arginina (4 g/kg, i.p.) e eutanasiados 72 h após a indução. Os animais foram tratados com EpVm (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), ou dexametasona (5 mg/kg, s.c.) ou morfina (5 mg/kg, i.p.) ou veículo (NaCl 0,9%) a cada 24 h, iniciando-se 1 h após indução da PA. Após a eutanásia foram avaliados parâmetros inflamatórios (atividade MPO e concentração de citocinas pró-inflamatórias TNF-α, IL-1β e IL-6 nos tecidos pancreático e pulmonar, contagem de leucócitos no sangue, índice de edema no pâncreas) relacionados ao estresse oxidativo (formação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico - TBARS, conteúdo de grupos sulfidrila não proteicos -NP-SH, conteúdo de radicais carbonil e capacidade total de redução do ferro FRAP no pâncreas e pulmão), relacionados à atividade das enzimas antioxidantes (atividade das enzimas catalase- CAT, superóxido dismutase - SOD e glutationa peroxidase - GSH-Px no pâncreas e pulmão), bioquímicos (amilase sérica, lipase, alanina aminotransferase - ALT, aspartato aminotransferase - AST, concentração de ureia e creatinina no soro) e antinociceptivo (hiperalgesia abdominal). A indução da PA pela L-arginina alterou significativamente os parâmetros de inflamação e estresse oxidativo, bem como a hiperalgesia avaliados em relação ao grupo veículo. O tratamento com EpVm inibiu a hiperalgesia abdominal causada pela PA. Todos os parâmetros inflamatórios: atividade de MPO, concentrações teciduais de citocinas, contagem de leucócitos e índice de edema foram reduzidos quando tratados com EpVm. O tratamento com EpVm inibiu parcialmente alterações nos parâmetros bioquímicos no soro. Atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT foram restauradas após tratamento com EpVm, a atividade de GSH-Px não foi alterada. Os produtos de reação MDA e radical carbonil reduzidos após tratamento com EpVm e -NP-SH foram aumentados, assim como o potencial antioxidante total. Além disso, nossos resultados demonstraram que o EpVm diminui a inflamação, o estresse oxidativo e a hiperalgesia na AP, tornando-o de interesse em abordagens futuras para tratar esta condição.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2869627 - ADRIANA GIBARA GUIMARÃES
Externo ao Programa - 1964297 - CRISTIANI ISABEL BANDERO WALKER
Presidente - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Interno - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA
Externo à Instituição - MARGARETE ZANARDO GOMES

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