UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 16 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JULIANA MORAES SOUZA ARAUJO
03/02/2017 10:56


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA MORAES SOUZA ARAUJO
DATA: 23/02/2017
HORA: 10:00
LOCAL: Laboratório de Microbiologia de Alimentos, departamento de tecnologia de alimentos
TÍTULO: Efeito de coberturas comestíveis a base de quitosana incorporadas com óleo essencial de Lippia sidoides e extrato de romã na vida de prateleira de tomates (Solanum lycopersicon L.)
PALAVRAS-CHAVES: controle de qualidade, microbiologia, frutas, coberturas comestíveis
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
RESUMO:

As coberturas comestíveis são boas alternativas para auxiliar a conservação de alimentos, pois atuam como barreira a gases e vapor de água, diminuindo a degradação e aumentado a vida de prateleira dos mesmos. O presente trabalho teve como objetivo elaborar diferentes formulações de coberturas comestíveis de quitosana e fécula de mandioca incorporadas com o óleo essencial de Lippia sidoides (alecrim-pimenta) e extrato da casca de romã e avaliar o efeito das mesmas na vida de prateleira de tomates. Inicialmente, os extratos foram obtidos utilizando como solventes água destilada e metanol, em concentrações que variaram de 40 a 80% e juntamente com o óleo essencial foram avaliados quanto a atividade antimicrobiana pela técnica de difusão em discos e as a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) foram também determinadas frente as bactérias Bacillus cereus, Bacillus subtilis, Enterococcus faecalis, Serratia marcescens, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Escherichia coli. As bactérias gram-positivas foram as mais sensíveis aos extratos da casca de romã, destacando-se o extrato em metanol 60% o qual inibiu com o maior halo de inibição (17,0 mm) a E. faecalis. Já para o óleo essencial, todas as bactérias testadas foram extremamente sensíveis com halos de inibição entre 30,0 e 55,0 mm, sendo mais sensível a P. aeruginosa. A CIM do óleo essencial foi de 25 μL/mL para a E. coli e para as demais bactérias testadas foi de 50 μL/mL. Já o menor valor de CBM foi de 50 μL/mL para E. faecalis e B. cereus, sendo para as demais bactérias de 100 a > 400 μL/mL. A seguir, foram preparadas 16 formulações de coberturas comestíveis contendo 1% de fécula de mandioca e variadas concentrações de quitosana (entre 1 e 3%), óleo essencial (entre 0,25 e 1%) e extrato da casca de romã (entre 0,5 e 2%). Os tomates foram revestidos com cada formulação e armazenados por 12 dias a 25°C. Nos dias 1, 4, 8 e 12 retirou-se amostras de 10 tomates onde foram realizadas as seguintes análises: perda de peso, pH, acidez, teor de sólidos solúveis, firmeza, cor (L, a*, b*, c e H), contagem total de bactérias aeróbias mesófilas e contagem de bolores e leveduras e coliformes termotolerantes a qual foi realizada somente nos dias 1 e 12 de estocagem. Todas as amostras estavam dentro dos padrões de qualidade microbiológico pois apresentaram contagens máximas de bactérias totais, bolores e leveduras da ordem de 10³ UFC/g e coliformes termotolerantes <3,0 NMP/g. Os tomates revestidos com as formulações 2 (0,5% quitosana, 0,25% óleo e 0,5% extrato) e 11 (2% quitosana, 0,5% óleo e 1% extrato) demonstraram os melhores resultados em relação as análises físico-químicas, como a redução da perda de peso, manutenção da firmeza, retardo no amadurecimento e escurecimento do fruto, e mantiveram boa aparência durante os 12 dias de estocagem.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2505573 - LUCIANA CRISTINA LINS DE AQUINO SANTANA
Externo ao Programa - 1460010 - MARCELO AUGUSTO GUTIERREZ CARNELOSSI
Externo à Instituição - GLADSLENE GÓES SANTOS FRAZÃO

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