UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: VANESSA DOS SANTOS VIANA
30/01/2017 09:09


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VANESSA DOS SANTOS VIANA
DATA: 01/02/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 26 da Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
TÍTULO: IMPACTO DA SAÚDE BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM AUTISMO
PALAVRAS-CHAVES: Autismo, qualidade de vida, saúde oral
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Crianças e adolescentes com autismo possuem limitações neurológicas e cognitivas que repercutem em suas atividades diárias e os colocam numa situação de extrema dependência dos seus cuidadores. Estes, por sua vez, tornam-se responsáveis pela saúde destes indivíduos, necessitando ter conhecimento da saúde bucal e sua relação com a saúde geral. Este estudo transversal foi desenvolvido para avaliar a prevalência da cárie dentária e o status de higiene bucal em crianças e adolescentes com autismo e seu impacto sobre a qualidade de vida na percepção dos pais e cuidadores. Uma amostra de conveniência composta por 40 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos foi selecionada no período de dezembro de 2015 a novembro de 2016. Os instrumentos de avaliaçao de qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) incluiu o Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ) e o Family Impact Scale (FIS), ambos traduzidos e validados para a lingua portuguesa (Brasil). O exame clínico oral das crianças foi realizado para mensuração da prevalência da cárie dentária e avaliação da higiene bucal através dos índices CPO-D / ceo-d e Índice de Higiene Oral Simplificado (IHO-S), respectivamente. Todos os cuidadores envolvidos no estudo eram mães, com média de idade de 42,2 anos. A maioria era casada, tinha mais de 9 anos de escolaridade, e recebiam menos do que um salário minimo por mês. A maioria das crianças e adolescentes não realizava suas atividades diárias de higiene oral de forma independente, fazia uso de mamadeira, e consumo diário de alimentos cariogênicos, como refrigerantes, biscoitos e doces. O escore global do P-CPQ variou de 0 a 63, com uma média de 13.5. Das 40 mães entrevistadas, 97,5% relatou que as condições orais das crianças teve um impacto em sua qualidade de vida relacionada à saúde. Destas, 37 (94,8%) relataram relataram experiências com sintomas orais e limitações funcionais nos últimos 3 meses, mas somente 2 (5,1%) relataram impacto no bem-estar emocional. Um baixo impacto da saúde oral das crianças sobre o funcionamento familiar foi observado. Uma associação positiva foi observada entre o grau de escolaridade mães e maiores escores no P-CPQ (P = 0,016). Os escores do P-CPQ não foram influenciados pelos índices de cárie e de higiene oral. A percepção mães sobre o impacto das doenças bucais na qualidade de vida das crianças e adolescentes com autismo foi influenciada diretamente pelo nível educacional. A gravidade da cárie dentária e o nível de higiene bucal não influenciaram a percepção das mães em relação a QVRSB.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1783432 - PAULO HENRIQUE LUIZ DE FREITAS
Interno - 2016129 - FLAVIA PARDO SALATA NAHSAN
Interno - 2021396 - WILTON MITSUNARI TAKESHITA

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