UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: LYVIA DE JESUS SANTOS
27/01/2017 12:58


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LYVIA DE JESUS SANTOS
DATA: 14/02/2017
HORA: 10:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 26
TÍTULO: Intervenção de terapia de grupo no ciclo vital familiar pós traumatismo cranioencefálico: construção, percepção e viabilidade.
PALAVRAS-CHAVES: Traumatismos craniocerebrais. Psicoterapia de grupo. Estágios do ciclo de vida. Relações familiares. Cuidadores. Assistência ao paciente.
PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é um problema de saúde pública com alta taxa de morbimortalidade, em especial nos acidentes de trânsito. Pode acarretar nas vítimas sequelas temporárias ou permanentes que culminam em conflitos familiares. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é identificar, por meio de intervenção de terapia de grupo, as percepções da vítima de TCE e de seus cuidadores familiares acerca do processo de adoecer e sua influência nas interações familiares. No desenho metodológico, optou-se por uma pesquisa descritiva e intervencionista, com abordagem qualitativa utilizando-se de um grupo de terapia processual, aberto e misto, na perspectiva da Teoria do Ciclo Vital. A amostra foi composta por cuidadores familiares (n=10) e vítimas de TCE (n=10) atendidos no ambulatório do Hospital Universitário de Sergipe por meio do ambulatório do “Ressignificando vidas” (REVIVA). Foram construídos dois grupos de terapia, os quais discutiram temas relacionados ao cuidado, ao cotidiano e ao processo de inter-relação no convívio familiar e suas percepções, mediante dinâmicas de grupo. Os resultados foram analisados por meio da análise temática, agrupando-os em temas e suas respectivas categorias, como seguem: 1) percepção dos pacientes com TCE acerca da hospitalização e do retorno para casa; 2) percepção de familiares de vítimas com TCE acerca da hospitalização e do retorno para casa; 3) o ciclo vital familiar e os desafios no TCE; 4) grupo de terapia como estratégia de enfrentamento dos desafios no TCE. A partir dos resultados, constatou-se que a vivência do cuidador familiar pós TCE afeta a estabilidade familiar e provoca conflitos, desencadeia sentimentos que se mostram adaptativos, embora com prejuízo na relação familiar. Além disso, o grupo de intervenção auxiliou nas inquietações nos cuidados dos pacientes de TCE e permitiu criar estratégias para enfrentar o convívio familiar. Conclui-se que, os saberes construídos nos grupos fortaleceram a própria autonomia dos participantes, o sentimento de pertencimento, o alívio das angústias, contribuiu para a diminuição de riscos, enfrentamento das dificuldades diárias e para o aumento na qualidade de vida. Por fim, o grupo de terapia permitiu compreender a maneira manifesta de tornar visíveis as dificuldades encontradas e busca nas ações a contribuição para o desenvolvimento do convívio familiar.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1020259 - ARTHUR MAYNART PEREIRA OLIVEIRA
Externo ao Programa - 1738313 - CARLA KALLINE ALVES CARTAXO FREITAS
Presidente - 2168215 - EDILENE CURVELO HORA MOTA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo à Instituição - SHIRLEY SANTOS TELES ROCHA

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