UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALLAN DANTAS DOS SANTOS
24/01/2017 13:03


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALLAN DANTAS DOS SANTOS
DATA: 10/02/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: Análise geoespacial para o mapeamento de casos e definição de áreas de risco da esquistossomose mansoni em áreas endêmicas do estado de Sergipe, Brasil.
PALAVRAS-CHAVES: Esquistossomose; Epidemiologia; Sistema de informação geográfica; análise espacial.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Introdução: Em Sergipe, a esquistossomose mansoni vem apresentando um elevado número de casos humanos em áreas urbanas e rurais com alta taxa de morbimortalidade, tornando-se uma preocupação constante e um grave problema de saúde pública. Em meio às dificuldades para controlar a doença, novas estratégias vêm sendo aplicadas para auxiliar no controle e monitoramento, a exemplo da tecnologia geoespacial, e com ela o SIG (Sistema de Informação Geográfica) e GPS (Geografic Positioning System) através de recursos computacionais de análise espacial de informações em diferentes contextos geográficos. Objetivos: Este estudo teve como objetivo geral aplicar técnicas de geoprocessamento e análise espacial no estudo da ocorrência da esquistossomose mansônica em áreas endêmicas do estado de Sergipe, Brasil e, como específicos: a) analisar aspectos epidemiológicos e geoespaciais para identificação de áreas de risco para esquistossomose mansoni nos municípios endêmicos do estado de Sergipe, Brasil; b) analisar a distribuição espacial e as características epidemiológicas relacionadas à esquistossomose mansônica em um município de baixa endemicidade do estado de Sergipe, Brasil; c) monitorar os casos humanos da esquistosso­mose e criadouros de caramujos do gênero Biomphalaria com o uso geotecnologias e plataformas móveis em um município de média endemicidade do estado de Sergipe, Brasil. Métodos: Este estudo compreende três modelos de estudos complementares: a) estudo epidemiológico, do tipo ecológico e de série temporal com dados secundários do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). Analisaram-se as tendências temporais pelo Programa Join Point Regression obtendo-se a variação percentual anual (APC) das taxas de prevalências anuais. Além da descrição de indicadores gerais da doença, foi realizada a análise espacial descritiva, por meio do estimador de intensidade Kernel, e de inferências de autocorrelação espacial pelos Índices de Moran global (I) e Local (LISA); b) estudo epidemiológico, descritivo e transversal, realizado através de inquérito coproscópico onde foi examinado material fecal de 3.472 amostras no ano de 2011 no município de Simão Dias/SE. Os casos positivos de Schistosoma mansoni foram georreferenciados utilizando o método absoluto com auxílio de um receptor GPS para a localização espacial dos domicílios onde existiam casos de esquistossomose e adotado o estimador de intensidade de Kernel para análise espacial dos dados e identificação visual de padrões de distribuição e densidade dos casos; c) estudo epidemiológico, transversal realizado no município de Barra dos Coqueiros/SE, nos anos de 2013 e 2104, através de levantamentos parasitológico e malacológico. A análise espacial foi realizada através da análise de padrões pontuais, por meio do estimador de intensidade de Kernel. Todas as análises espaciais foram realizadas utilizando os softwares GPS TrackMaker Pro (Versão 13.9) e TerraView 4.2.2. Resultados: No estudo ecológico, foram registrados 78.663 casos de esquistossomose em 51 municípios do estado de Sergipe no período de 2005 a 2014, média de 8,78% de positividade; 79,81% dos casos foram tratados; o estado apresentou uma tendência temporal decrescente (APC: -2,78) e autocorrelação espacial positiva, sendo o Índice de Moran Global significativo (I= 0,19; p-valor=0,03) para todo o período. Os municípios com as maiores prevalências da doença no período foram Santa Rosa de Lima, São Cristóvão e Ilha das Flores. Identificaram-se clusters, considerados áreas de alto risco, localizados principalmente no nordeste e centro-sul do Estado, com taxas de infecção igualmente altas entre si. No estudo transversal realizado em Simão Dias/SE, o município foi considerado de baixa endemicidade para esquistossomose (prevalência de 4,3%). Os indivíduos mais acometidos pela infecção foram do sexo masculino, na faixa etária de 10 a 39 anos, de etnia parda, solteiros e com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. A análise espacial permitiu a construção de mapas apontando a existência de três regiões de riscos para transmissão da esquistossomose no município. No monitoramento transversal realizado no município da Barra dos Coqueiros, constatou-se uma redução na prevalência de esquistossomose de 8,08% (2013) para 4,86 (2014); prevaleceram a infecção leve e em adolescente e/ou adultos jovens nos dois anos do estudo. Já na investigação malacológica foram coletados 387 exemplares de caramujos do gênero Biomphalaria glabrata, sendo todos negativos para a infecção pelo S. mansoni. A análise espacial apontou uma forte tendência espacial para maior risco de transmissão da esquistossomose ao norte e sul em 2013 e apenas ao norte do Canal em 2014. Conclusões: Ocorreu uma tendência decrescente na positividade da esquistossomose em Sergipe. A análise espacial identificou o padrão geográfico de risco com definição de áreas prioritárias para manutenção e intensificação das intervenções de controle. As técnicas de análise espacial empregadas nessas diferentes abordagens epidemiológicas e geográficas configuraram-se como uma importante ferramenta metodológica para o monitoramento e controle dessa doença parasitária.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Externo à Instituição - CONSTANÇA CLARA GAYOSO SIMÕES BARBOSA
Interno - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES

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