UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARLANGE ALMEIDA OLIVEIRA
24/01/2017 10:43


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARLANGE ALMEIDA OLIVEIRA
DATA: 30/01/2017
HORA: 09:00
LOCAL: MINE AUDITÓRIO DO CCBS
TÍTULO: EFEITO ANTINOCICEPTIVA DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO CONTENDO NARINGENINA, UM FLAVONONA PRESENTE NA CASCA DA LARANJA, E HIDROXIPROPIL-Β-CICLODEXTRINA EM MODELOS EXPERIMENTAIS DE DOR AGUDA E CRÔNICA.
PALAVRAS-CHAVES: Biotecnologia, flavonoides, Naringenina, dor, fibromialgia, c-fos
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A dor crônica é um problema de saúde pública que acarreta prejuízos pessoais, sociais e que produz repercussões econômicas nos sistemas de saúde, mas que continua sendo um desafio para medicina moderna, especialmente as dores descritas como disfuncionais, tais como a fibromialgia (FM) e dor neuropática. Diante disso, há uma busca incessante de novas alternativas terapêuticas mais eficazes, terapeuticamente seguras e com menor prejuízo para os pacientes. A Naringenina (NA) é uma flavonona presente na casca da laranja (Citrus sp) com atividades farmacológicas já descritas na literatura, além de apresentar baixa toxicidade e fazer parte da composição de produtos terapêuticos já patenteados e de utilização clínica. Contudo, sua baixa solubilidade em água tem limitado sua aplicabilidade terapêutica. Complexos de inclusão contendo ciclodextrinas (CDs) incorporados com produtos naturais (PN), tais como a NA, pode produzir benefícios nas propriedades químicas e farmacológicas destes compostos bioativos. Adicionalmente, não há relatos na literatura de uma sumarização referente aos novos produtos patenteáveis para o manejo das dores crônicas. Desta forma, o objetivo deste projeto foi avaliar o desenvolvimento de novos fármacos e novas abordagens para o tratamento da FM nos últimos cinco anos através de uma revisão de patentes e desenvolver complexos de inclusão contendo NA e hidroxipropil-β-ciclodextrina (NA/HPβCD) testando seus efeitos farmacológicos em protocolos experimentais de dor aguda e crônica. No desenvolvimento do levantamento, a pesquisa abrangeu as patentes publicadas entre 2010 e 2015 e foi realizada em cinco bancos especializados em patentes: WIPO, Espacenet, INPI, USPTO e DERWENT. Grande parte das novas moléculas propostas estão em fase pré-clínica do estudo. 17,2% das patentes apostam na aplicação de PN como fonte de novas moléculas para o desenvolvimento de novos fármacos também foi. Foram encontradas ainda, outras abordagens terapêuticas em patentes com fármacos bem estabelecidos no mercado combinados (em associação) ou o reposicionamento de fármacos, mostrando ser uma alternativa mais segura para o mercado farmacêutico. Por outro lado, poucas patentes trazem inovações radicais sugerindo ser necessário o estudo e o desenvolvimento de novas propostas farmacológicas seguras e eficazes. Os protocolos experimentais foram realizados utilizando camundongos machos Swiss, albinos pesando de 25 – 35 g, oriundos do Biotério Setorial da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e foram aprovados pelo comitê de ética em experimentação animal (CEPA: 60/15). Na indução do modelo crônico foi utilizado o modelo animal de injeção intramuscular dupla de salina ácida (pH 4,0), que é referido como um modelo animal de FM. Os animais foram divididos em grupos experimentais tratados com veículo (salina 0,9%), NA (50 mg/Kg; v.o.) e NA/HPβCD (50 mg/Kg; v.o.). Nos protocolos agudos, os animais foram submetidos ao teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,85%), a NA (40, 80, 160 mg/Kg) reduziu (p>0,001) o número de contorções. Através da imunofluorescência, observou-se que a NA reduziu a atividade neuronal na medula rostro ventral (RVM), uma região envolvida na via descendente inibitória da dor, demonstrando que NA não atua nessa via central de anlagesia. Além disso, os grupos experimentais no modelo animal de FM não produziu alteração significativa no limiar de sensibilidade na avaliação da hiperalgesia mecânica. Logo, há uma necessidade de outros estudos para compreender o mecanismo de ação da NA frente a modelos agudos e crônicos de dor na busca pelo desenvolvimento de novos fármacos que possam se mostrar promissores para ensaios clínicos randomizados e controlados, com possível emprego no desenvolvimento de novas propostas para o tratamento das condições álgicas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUANA HEIMFARTH
Externo ao Programa - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE
Interno - 1694364 - SANDRA LAUTON SANTOS

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