UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: FILIPE DE SOUZA NUNES
20/01/2017 20:31


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FILIPE DE SOUZA NUNES
DATA: 02/02/2017
HORA: 08:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: IMPACTO DA SAÚDE BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
PALAVRAS-CHAVES: Qualidade de vida; saúde bucal; deficiência intelectual.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Deficiência intelectual (DI) pode ser definida como o funcionamento intelectual abaixo da média (QI ≤ 70), com início antes dos 18 anos de idade e déficits ou prejuízos concomitantes no comportamento adaptativo, expresso em habilidades conceituais, sociais e práticas. Crianças e adolescentes com DI tendem a apresentar uma maior experiência de cárie e doença periodontal devido à impossibilidade ou dificuldades de autocuidado ou por terem sua higiene oral negligenciada pelos seus cuidadores, comprometendo aspectos importantes de sua qualidade de vida. Este estudo transversal foi desenvolvido para avaliar a prevalência da cárie dentária e o status de higiene bucal em crianças e adolescentes com DI e seu impacto sobre a qualidade de vida na percepção dos pais e cuidadores. Uma amostra de conveniência composta por 92 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos foi selecionada no período de dezembro de 2015 a novembro de 2016. Os instrumentos de avaliaçao de qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) incluiu o Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ) e o Family Impact Scale (FIS), ambos traduzidos e validados para a lingua portuguesa (Brasil). O exame clínico oral das crianças foi realizado para mensuração da prevalência da cárie dentária e avaliação da higiene bucal através dos índices CPO-D / ceo-d e Índice de Higiene Oral Simplificado (IHO-S), respectivamente. A maioria dos cuidadores eram mães (96,7%), casadas (60,9%), entre 5 e 9 anos de escolaridade (68,5%), tinham uma média de 2 filhos e recebia ≤ 1 salário mínimo (82,6%). Todas as famílias recebiam apoio financeiro do governo. No geral, 95,7% dos pais / cuidadores relataram que as condições orais tiveram impacto na qualidade de vida relacionada à saúde das crianças. Verificou-se que os anos de escolaridade (P = 0.013) dos pais / cuidadores e história de aleitamento materno (P = 0.038) tiveram impacto na percepção de limitações funcionais das crianças. Trinta e sete (40,2%) crianças não tiveram experiência de cárie. Das 55 (59,8%) crianças com experiência de cárie dentária (ceo-d / CPO-D ≥ 1), 27 (49,1%) foram classificadas como de alta gravidade (ceo / CPO-D ≥ 5). A média do índice ceo / CPO-D foi de 3,77. Cinquenta e nove (64,1%) crianças apresentaram higiene oral ruim (OHI-S = 1,9-3,0). A média do índice OHI-S foi de 1,62. Não encontramos diferenças nos escores de QVRSB de acordo com o estado de higiene bucal e a gravidade da cárie dentária em crianças com DI. A condição de higiene bucal e a gravidade da cárie dentária não influenciaram a percepção dos pais / cuidadores em relação QVRSB. Este estudo destaca a importância da educação odontológica para pais / cuidadores para promover qualidade de vida de crianças com DI.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1783432 - PAULO HENRIQUE LUIZ DE FREITAS
Presidente - 3545451 - PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
Interno - 2021396 - WILTON MITSUNARI TAKESHITA

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