UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 28 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MAYRA BORGES LEMOS
22/12/2016 14:19


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAYRA BORGES LEMOS
DATA: 12/01/2017
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do CCBS/HU
TÍTULO: ESTUDO DO POTENCIAL DE MALIGNIZAÇÃO DAS LESÕES INFLAMATÓRIAS CRÔNICAS DA CAVIDADE ORAL
PALAVRAS-CHAVES: displasia; mastócitos; colágeno.
PÁGINAS: 36
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Introdução: A inflamação crônica tem um papel importante na transformação e progressão
tumoral durante a carcinogênese oral. Existe um grande número de lesões inflamatórias
crônicas (LIC) na cavidade oral, que estão relacionadas à processos displásicos do epitélio, à
resposta imune e à mudança na deposição do colágeno. Objetivos: Avaliar os diferentes
graus de displasia epitelial nas LIC de origem traumática, como também a presença de
mastócitos e diferentes tipos de fibras colágenas, quando comparadas aos casos de
carcinomas de células escamosas (CCE). Material e Métodos: O estudo foi observacional,
retrospectivo cujas amostras foram diagnosticadas no laboratório de Patologia Oral da
Universidade Federal de Sergipe. Na primeira etapa, 185 LIC foram avaliadas quanto à
presença da inflamação e também classificadas em relação ao grau de displasia (ausente,
leve, moderada/severa). A segunda etapa foi composta por 45 casos divididos em: Grupo
controle (CCE), Grupo 1 (displasia leve- DL), Grupo 2 (displasia moderada/severa- DM/S).
Foram corados com azul de toluidina para quantificar os mastócitos e picrosirius para
avaliação das fibras colágenas. Resultados: As LIC foram mais frequentes em mulheres
(n=107) e a idade média foi de 36,6 anos. O sítio mais afetado foi a mucosa do lábio inferior
(29,7%), já à lesão mais frequente foi o fibroma traumático (39,2%). Observou-se inflamação
em todas as lesões e a DL foi a mais prevalente, presente em 56,3% da amostra, a DM/S em
22,8%, e ausência de displasia em 20,9%. Os mastócitos foram evidenciados nos três grupos
e a média no grupo controle foi de 6,76 mastócitos/mm2, na DL foi de 10,82 mastócitos/mm2
e na DM/S foi de 19,18 mastócitos/mm2, havendo diferença estatisticamente significante
entre os grupos. Quando analisada as fibras colagenas tipo III, observou-se no grupo
controle que em 58,89% dos casos a concentração foi superior a 50%. Já as fibras tipo I,
tiveram concentração superior a 50% em apenas 30% dos casos. Semelhante ao grupo de
DM/S, onde a concentração das fibras III foi superior a 50% em 62,22% e as fibras tipo I
tiverem predomínio em 26,67 %. Esse resultado diferiu do observado no grupo da DL, em
que o predomínio das fibras colágenas tipo I foi em 77,78% dos casos, e as fibras tipo III
foram mais frequentes em apenas 15,56 %. Conclusão: Lesões inflamatórias crônicas orais apresentaram alterações displásicas em 79,1% dos casos, sendo o fibroma de células
gigantes, a lesão com maior incidência de DM/S, sugerindo um maior risco de malignização.
O estudo sugere uma participação ativa dos mastócitos na fase de transformação tumoral.
Ademais, a alteração gradativa dos colágenos tipo I e III, indicam alteração das células
produtoras de colágeno, durante as fases da displasia (transformação tumoral) a qual se
torna permanente no CCE, contribuindo com a progressão tumoral.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1694366 - MARIA AMALIA GONZAGA RIBEIRO
Externo ao Programa - 1314285 - ROSILENE CALAZANS SOARES
Interno - 002.338.955-90 - THIAGO DE SANTANA SANTOS

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