UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: SAMUEL BRUNO DOS SANTOS
16/12/2016 18:03


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SAMUEL BRUNO DOS SANTOS
DATA: 23/01/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de videoconferencia RENORBIO
TÍTULO: Caracterização Fitoquímica e Atividades Biológicas dos Extratos da Entrecasca de Maytenus rigida
PALAVRAS-CHAVES: antimicrobiano, Maytenus rigida, antioxidante
PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Farmacognosia
RESUMO:

As espécies de Maytenus são encontradas em diferentes formações vegetais, como a Mata Atlântica (M. distichophylla Mart. ex Reissek, M. macrophylla Mart.), Mata de Altitude (M. erythroxylon Reiss.), Campo Rupestre (M. opaca Reiss.), entretanto foi registrado um maior número de espécies em ambientes com vegetação de Caatinga (M. truncata Reiss., M. imbricata Mart. ex Reiss., M. ilicifolia Mart. ex Reiss., M. catingarum Reiss., M. impressa Reiss., M. obtusifolia Mart.), distribuídas predominantemente entre a Bahia e o Ceará. A espécie Maytenus rigida (Celastracea), considerada nativa no nordeste do Brasil é encontrada em ambientes de caatinga e cerrado e se destaca entre todas as demais espécies de Maytenus citadas anteriormente por uma maior distribuição em todo o território brasileiro.

A espécie Maytenus. rigida, conhecida como “bom-homem”, “bom-nome”, “cabelode- negro”, “casca-grossa” ou “pau-de-colher”, é endêmica do Brasil e está presente nos biomas Mata Atlântica e Caatinga, destacando-se nos estados de Sergipe, Bahia e Alagoas. Na medicina popular, é conhecida como ‘barbatimão’, sendo uma árvore de pequeno porte, a entrecasca do caule apresenta propriedades terapêuticas, sendo empregada nos casos de dores em geral, infecções e inflamações e suas folhas utilizadas topicamente na cicatrização, problemas dermatológicos, e em especial na Tinea pedis.

Dada sua importância medicinal no estado de Sergipe, este trabalho se propôs avaliar o perfil fitoquímico do extrato hidroetanólico da entrecasca (EHEE) e de suas fases, bem como o potencial redox protetor, antimicrobiano, citotoxicidade, antiparasitário e cicatrizante.

Para tanto, foram coletadas entrecascas para preparo de extratos e frações. A partir do extrato hidroetanólico das entrecascas (EHEE) foram produzidas as fases hexânica (FHX), clorofórmica (FCL), acetato de etíla (FACE) e hidrometanólica (FHME). Destas fases, foram utilizadas para os testes químicos e biológicos.

Em relação à caracterização química, foram realizados testes para determinar flavonoides e prospecção fitoquímica.

Quanto às análises biológicas, foram realizados testes in vitro. Para estes, foram utilizadas tanto o EHEE como todas as suas fases para antioxidante (DPPH e TBARS), bem como antimicrobiano.

Diante dos resultados obtidos quanto à caracterização química, fora observado a presença dos seguintes composto (Catequina, flavonas, flavononas, flavonóis, Flavonoides, Taninos flabobênicos e Xantonas) no EHHE e suas fases, além desses compostos a FACE e FCL também apresentaram triterpenóides, saponinas e Leucoantocianidinas. O EHEE apresentou o conteúdo de flavonoides totais em relação às demais amostras, 88 ± 4,2 µg Eq.Quercetina/mg de extrato. Diferentes constituintes químicos como flavonoides, taninos, catequinas, alcaloides e esteroides foram observados no EAF e EHEF. Com relação ao teste antioxidante frente às substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), realizado com o extrato Hidroeltanólico (55,77% ± 4,11) e as frações de hexânica (86,43% ± 1,07), hidrometanólica (85,55% ± 3,231) e acetato de etila (95,75% ± 2,32). A Determinação poder redox por DPPH fora utilizados o EHEE (1,46 ± 0,01) e FACE (0,72 ± 0,03 para CE50).

Foi observada atividade antimicrobiana do EAF frente às bactérias Gram-positivas: Staphylococcus aureus, Enterococcus durans/hirae e Gram-negativas: Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Enterobacter aerogenes, com valores de halos de inibição que variaram de 7 a 10mm para S. aureous, 6 a 8mm para E. coli, 6 a 7 mm para E. duran, 5 a 18mm para E. aerogenes e 8 mm para K. pneumoniae.

Portanto, diante do exposto, pode-se afirmar que M. rigida apresenta potencial redox protetor e antimicrobiano, sendo que a fase com acetato de etíla apresentou os melhores resultados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1079226 - ALEXANDRE LUNA CANDIDO
Externo ao Programa - 3553547 - BRANCILENE SANTOS DE ARAUJO
Externo ao Programa - 1199629 - CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
Presidente - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Externo à Instituição - IGOR ADRIANO DE OLIVEIRA REIS
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA

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