UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCOS CARDOSO RIOS
16/12/2016 08:50


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS CARDOSO RIOS
DATA: 16/12/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: ANÁLISE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA HEPATITE C.
PALAVRAS-CHAVES: Hepatite C. Estudos de utilização de medicamentos. Reações adversas aos medicamentos. Segurança do paciente. Farmacêutico.
PÁGINAS: 242
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

Objetivo: Avaliar o uso dos medicamentos para o tratamento da hepatite C. Materiais e Métodos: Uma revisão transversal dos prontuários de todos os pacientes com hepatite C que receberam terapia antiviral com interferon/peginterferon e ribavirina entre os anos de 2002 e 2012 foi realizada no intuito de descrever o perfil epidemiológico e farmacoterapêutico. Um segundo artigo analisou os prontuários de todos os pacientes com hepatite C, tratados com boceprevir ou telaprevir em associação com peginterferon e ribavirina, entre os anos de 2013 a 2015, visando avaliar a variação no perfil de segurança e efetividade das tecnologias. Foi realizada uma revisão sistemática a fim de avaliar a incidência de reações adversas associadas às farmacoterapias. O quarto artigo visou analisar a percepção de um grupo de pacientes tratados ou em tratamento com um dos esquemas terapêuticos para hepatite C. O artigo que avaliou as associações com antivirais de ação direta está em fase de tratamento dos dados. Resultados: 298 tratamentos da hepatite C com interferon/peginterferon foram analisados. A resposta sustentada variou de 40,8% a 58,3% entre os pacientes não tratados e previamente tratados com doença recorrente. Quanto ao uso do telaprevir ou boceprevir associados ao peginterferon e ribavirina, foram analisados 48 tratamentos, com taxa de resposta sustentada de 61,5% associados ao telaprevir e 50% ao boceprevir. Consideradas a intenção de tratar, as taxas de resposta diminuíram para 22,8% com telaprevir e 15,4% com boceprevir. Os 13 estudos selecionados na revisão sistemática incluíram 8.221 pacientes e destacaram 4.801 relatos de reações adversas com 41 manifestações diferentes. O ranking de seleção mostra preferências para o uso de antivirais de ação direta e menor recomendação dos inibidores de protease. As experiências negativas associadas à farmacoterapia estão entre as principais barreiras no tratamento. Conclusões: a associação peginterferon e ribavirina mostrou alta incidência de reações adversas e baixa taxa de resposta sustentada em pacientes com fibrose avançada. Características genéticas e estágios mais favoráveis à resposta virológica, podem, razoavelmente, justificar o uso, especialmente em pacientes que têm acesso restrito aos novos medicamentos. A utilização das associações com boceprevir ou telaprevir não se mostrou satisfatória, dada à alta taxa de descontinuação do tratamento e as complicações. A revisão sistemática evidenciou que os antivirais de ação direta são mais seguros, embora as evidências são menos robustas. A terapia clássica com peginterefron e ribavirina deve ser preferida em relação à terapia agregativa com inibidores de protease, uma vez que nestas, as reações são mais insidiosas e de difícil manejo. Na percepção dos pacientes o impacto das reações adversas afetam o cotidiano e a maneira como se relacionam com a doença e o tratamento, mas a participação do farmacêutico pode aumentar a segurança do tratamento e as chances de cura. Estes resultados mostraram as variações nos perfis de segurança nos perfis terapêuticos no curso dos últimos anos e contribuem para a base médico-social e econômica das atividades de regulamentação e outras decisões no campo da política de medicamentos e tratamento da hepatite C.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - GRACE ANNE AZEVEDO DÓRIA
Interno - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI
Externo à Instituição - PATRICIA MELO AGUIAR

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