UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: LIDIANE SOUZA LIMA
30/11/2016 16:08


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIDIANE SOUZA LIMA
DATA: 07/12/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Hospital Universitário
TÍTULO: MÚSICA COMO RECURSO TERAPÊUTICO NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A VÍTIMAS DE QUEIMADURAS
PALAVRAS-CHAVES: Queimaduras; Dor; Analgesia; Música; Enfermagem.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:

Introdução: As queimaduras são injúrias que afetam a vida física e emocional dos indivíduos, família e comunidade. A dor é um dos principais sintomas relatados pelas vítimas de queimaduras, mas o seu manejo permanece como um desafio para equipe de saúde. Nesse sentido, propõe-se estudar a música como uma terapia adjuvante no tratamento da dor nessa população. Objetivos: identificar o perfil sociodemográfico e de saúde das vítimas de queimaduras atendidas em uma unidade de tratamento de queimados; conhecer as características dos eventos e os principais analgésicos prescritos na unidade de emergência; descrever o efeito da música na dor em vítima de queimaduras durante a troca do curativo, no tocante à intensidade, qualidade e características definidoras do diagnóstico de enfermagem dor aguda, segundo a taxonomia II da North American Nursing Diagnosis Association. Método: Trata-se de uma pesquisa aplicada, descritiva, exploratória com abordagem quantitativa, realizada na Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital de Urgências de Sergipe, entre outubro de 2015 e maio de 2016. A amostra foi composta por 16 vítimas de queimaduras que faziam curativo das lesões em leito hospitalar de internação e receberam analgesia de rotina cerca de 30 minutos antes do procedimento. Os sujeitos foram randomizados em três grupos: A: ouviu música antes do curativo; B: ouviu música durante o curativo; C: não ouviu música. Optou-se permitir ao paciente escolher o repertório musical. Resultados: a média de idade dos participantes foi de 31,8 anos (±14,1). Majoritariamente, os sujeitos eram do gênero masculino (62,5%), solteiros (43,8%), pardos (68,8%) e economicamente ativos (75,0%). As lesões por queimaduras foram principalmente de segundo grau (93,8%) e atingiram os membros inferiores (68,8%). A média de superfície corporal queimada foi de 15,8% (±11,5). As circunstâncias que envolveram queimaduras ocorreram sobretudo no domicílio (50,0%), aos domingos (25,0%) e nos turnos manhã (37,5%) e noite (37,5%). O principal agente etiológico foi o álcool (31,3%). Todos os pacientes receberam analgesia na unidade de emergência, apesar de apenas a minoria ter a dor documentada (18,8%). A dipirona (93,8%) e o tramadol (56,3%) foram maioria nas prescrições médicas. No decorrer da pesquisa, houve predomínio das músicas religiosas (50,0%). A intervenção com música reduziu as médias da frequência cardíaca e saturação de oxigênio, porém não alterou a frequência ventilatória. Observou-se declínio da média da intensidade da dor nos grupos GB (p = 0,0505) e GC (p = 0,0055). Durante o curativo, a queimação foi característica unânime para todos os sujeitos, do mesmo modo que o autorrelato como característica definidora da North American Nursing Diagnoses Association. Conclusão: Os homens jovens, solteiros, pardos ativos economicamente são os principais acometidos pelas queimaduras, as quais ocorrem sobretudo no domicílio, aos domingos e nos turnos manhã e noite, além de terem o álcool como agente etiológico predominante. As lesões de segundo grau e que atingem os membros inferiores são maioria. A dor foi um sintoma frequente nessa população e todos pacientes receberam analgesia na unidade de emergência, com destaque para a dipirona e o tramadol. A música como recurso não farmacológico para o alívio da dor demonstrou-se efetivo, uma vez que auxiliou no controle dos sinais vitais, reduziu a média da intensidade da dor. Independentemente da escuta música, a dor foi caracterizada como queimação e manifestada pelo relato verbal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2356666 - MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RIBEIRO
Interno - 2661918 - JOSE ANTONIO BARRETO ALVES
Externo ao Programa - 2771472 - MARIANGELA DA SILVA NUNES
Externo à Instituição - DANIELE VIEIRA DANTAS

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