UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 14 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: NATASHA MORAES DE ALBUQUERQUE
29/07/2016 06:28


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATASHA MORAES DE ALBUQUERQUE
DATA: 29/07/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC
TÍTULO: Densidade e Ocorrência de Mamíferos de Médio e Grande porte em um fragmento de Mata Atlântica em Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Parâmetros populacionais, mamíferos, restinga
PÁGINAS: 40
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

As diversas interações ecológicas da fauna e da flora atuam como importantes reguladoras da diversidade das florestas tropicais. Mamíferos tem papel fundamental na manutenção do meio em que vivem, seja na dispersão de sementes, polinização ou na limitação do crescimento das plantas através da herbivoria. Uma comunidade de mamíferos “ecologicamente saudável” preserva um maior número de relações ecológicas essenciais para a manutenção da biodiversidade. Neste sentido, estudos com parâmetros populacionais de espécies de mamíferos podem indicar o status de preservação da comunidade em uma determinada área, possibilitando a formulação de melhores estratégias para conservação não só das espécies de mamíferos, como também do ambiente em si. Remanescentes florestais muito reduzidos (≤10 ha), ou perturbados, embora possam favorece pontualmente a densidade de algumas espécies pela ausência de predadores (ex.: Bradypus torquatus), diminuem a riqueza da comunidade por não suportarem mamíferos de maior porte, extinguindo ou limitando relações ecológicas importantes. Além disso, fragmentos de tamanho pequeno ou médio podem não ter capacidade de abrigar populações viáveis a depender dos requerimentos ecológicos de determinadas espécies. Um bioma altamente fragmentado e reduzido como a Mata Atlântica, e com constante pressão antrópica (poluição, supressão da vegetação, urbanização, etc.), necessita da realização de estudos populacionais, preferencialmente de longo prazo, para gerar informações sobre o estado de conservação das espécies. E, assim, auxiliar no estabelecimento de medidas e estratégias para mitigar impactos antrópicos, particularmente para espécies ameaçadas de extinção. O estado de Sergipe, apesar da área de Mata Atlântica reduzida e da paisagem altamente fragmentada, abriga populações de duas espécies de primatas ameaçados de extinção: o guigó-de-Coimbra-Filho (Callicebus coimbrai) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos). Além disso, devido à alta redução das porções florestais, outras espécies normalmente consideradas em menor grau de ameaça – como a onça-parda (Puma concolor) e o veado-mateiro (Mazama sp.) – correm risco de sofrer extinção local no estado. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo identificar as espécies de mamíferos de médio e grande porte da Fazenda Rio Fundo, e estimar suas respectivas densidades populacionais. Ademais, buscamos identificar a correlação entre a presença das espécies e a estrutura do habitat das diferentes fitofisionomias presentes neste importante remanescente florestal do estado de Sergipe. A área do estudo é um fragmento de aproximadamente 800 ha de Restinga Arbórea, que compreende um complexo de formações vegetais em diferentes estágios sucessionais e declives acentuados, podendo-se observar seis unidades fitofisionômicas principais: mata de restinga arbustivo-arbórea; mata madura (grota); mata em recuperação (rebrota); mata de tabuleiro; e plantações de bambu e eucalipto. Entre março e maio de 2015, foram estabelecidas quatro transectos com aproximadamente 2 km cada (totalizando 8 km), paralelos e distantes entre si em pelo menos 350 m. Para a amostragem referente à estrutura do habitat, foram amostradas 11 parcelas (20 m x 5 m), das quais foram anotados os seguintes dados dos indivíduos arbóreos com CAP mínimo de 10 cm: composição de espécies; CAP; altura de dossel; altura do fuste; e porcentagem de abertura de dossel. A maior abundância e riqueza de espécies botânicas totais foi encontrada no habitat rebrota, entretanto não foram encontradas diferenças significativas entres os habitats. A composição florística variou entre as fitofisionomias, embora o índice de similaridade de Bray-Curtis tenha acusado diferenças razoáveis entre eles, a ANOVA não demonstrou diferenças significativas. O teste Kruskal-Wallis apontou diferença significativa na altura de dossel (p=0,000002) e na abertura de dossel (p=0,03) entre os habitats. Entre junho de 2015 e março de 2016, foram caminhados 401 km nos quatro transectos definidos, para amostragem de densidade de mamíferos de médio e grande porte através do método de Transecção Linear (censo), com base em um protocolo preestabelecido e analisadas no software Distance. Foram identificadas oito espécies de mamíferos de médio e grande porte através da visualização direta, e outras quatro espécies através de vestígios (pegadas e fezes). Ao total, registramos 96 visualizações de mamíferos durante o censo. As espécies com maior número de registros foram Dasyprocta sp. (n = 29; 13,07 ind/km²), Callicebus coimbrai (n = 27; 12,19 ind/km²), Callithrix jacchus (n = 21; 29,11 ind/km²) e Sapajus xanthosternos (n = 11; 4,6 ind/km²). As outras quatro espécies observadas no censo, tiveram um número de registro muito baixo (n ≤ 4) e não foram incluídas nas análises de densidade. Os resultados indicam que as diferenças nas densidades estão atreladas a características estruturais, florísticas e, consequentemente, de disponibilidade de recurso das áreas de estudo, e dos requerimentos de cada espécie.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Externo à Instituição - PATRICIO ADRIANO DA ROCHA
Externo à Instituição - RAONE BELTRÃO MENDES
Presidente - 1153037 - STEPHEN FRANCIS FERRARI

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