UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: SAULO MENESES SILVESTRE DE SOUSA
29/07/2016 06:27


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SAULO MENESES SILVESTRE DE SOUSA
DATA: 29/07/2016
HORA: 08:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC
TÍTULO: PADRÃO DE USO DO HABITAT DE UMA POPULAÇÃO DE MACACOS-PREGO-DO-PEITO-AMARELO Sapajus xanthosternos WIED-NEUWIED 1820 EM FRAGMENTO DE VEGETAÇÃO DE RESTINGA
PALAVRAS-CHAVES: Macaco-prego; Mata Atlântica; Uso do espaço; Cebus; Estrutura do habitat
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A distribuição de Sapajus xanthosternos, o macaco-prego-do-peito-amarelo, abrange os estados de Sergipe, Bahia e Minas Gerais. Espécies dos gêneros Cebus e Sapajus, macacos-prego apresentam uma ampla distribuição, que se deve à sua grande plasticidade comportamental e adaptabilidade. As espécies de Sapajus são consideradas frugívoras-insetívoras, mas podem explorar uma vasta gama de recursos alimentares. E a disponibilidade do principal recurso alimentar explorado por um grupo é o principal determinante do padrão de uso da sua área de vida. Entretanto, numa análise sob a escala de habitat, o padrão de uso do espaço por macacos-prego é influenciado por um conjunto maior de parâmetros ambientais do habitat. O objetivo do presente trabalho foi descrever o padrão de uso do habitat por uma população de macacos-prego-do-peito-amarelo, correlacionando-o a aspectos do habitat. A área de estudo do presente trabalho é um fragmento de Mata Atlântica localizado no município de Itaporanga D’Ajuda (11º08’07”S, 37º18’43”W), no estado de Sergipe, doravante tratado por Fazenda Rio Fundo (FRF). O fragmento possui cerca de 800 ha de floresta nativa, associados a plantações de Eucalyptus sp. e bambus. Entre as formações florestais nativas estão as fitofisionomias de Restinga arbustivo-arbórea (RE), Matas de tabuleiro (MT), e Restinga arbórea (madura, FM; e secundária, FS). A coleta de dados foi realizada mensalmente entre março de 2015 e fevereiro de 2016. A disponibilidade de frutos nas áreas monitoradas foi feita através do monitoramento fenológico de 12 parcelas de 100 m2 distribuídas equitativamente entre os diferentes tipos de habitat da FRF. Os habitats foram comparados em relação à sua estrutura através da análise de seus valores médios de altura, DAP, densidade e cobertura de solo de indivíduos arbóreos. Tanto a utilização dos diferentes tipos de habitat pelos macacos-prego, como a ocorrência de potenciais predadores da espécie na FRF foram monitoradas através de armadilhas fotográficas, instaladas em 31 pontos amostrais distribuídos entre os habitats. Foi observado que enquanto as áreas de FM e FS representam habitats mais fechados e com disponibilidade relativamente contínua de recursos alimentares para os macacos-prego, as áreas de MT e RE revelaram-se ambientes mais abertos, com maior sazonalidade na disponibilidade de frutos e menor disponibilidade de suporte para os macacos-prego. Foram obtidos 6.844 vídeos diurnos provenientes do esforço amostral de 1.444 armadilhas-dia realizado nos pontos amostrais fixos – 361 armadilhas-dia em cada habitat. A espécie-foco, S. xanthosternos, foi registrada em 430 vídeos (6,23%), compreendendo 39 visitas independentes. Os macacos-prego visitaram pelo menos um dos pontos amostrais em todos os meses, com exceção de agosto de 2015. Todos os 10 pontos amostrais fixos localizados em áreas de FM ou FS receberam visitas da espécie-foco em pelo menos um mês, com exceção do ponto P12 localizado em FM. Não foi obtido nenhum registro da presença dos macacos em áreas de MT ou de RE em 1444 armadilhas-dia de amostragem. Além disso, duas espécies de potenciais predadores foram registradas: a jaguatirica Leopardus pardalis e a jaguarundi Puma yagouaroundi. Na FRF as áreas de FM e FS são utilizadas pela população de macacos-prego-de-peito-amarelo com uma frequência muito maior do que os demais habitats da área. A ausência de relação da presença (ou ausência) dos animais com a disponibilidade de recursos alimentares nas áreas de RE e MT indica que essa preferência está relacionada às características estruturais dos habitats. E, por sua vez, as áreas de FM e FS se destacam dos demais habitats por duas métricas principais: (1) Altura; e (2) cobertura do solo (área basal); sendo que esses habitats apresentam os maiores valores de ambas variáveis. Desse modo, podemos presumir que a preferência dos macaco-prego da FRF por áreas com maior altura de dossel e disponibilidade de suportes esteja também relacionada ao risco proveniente da presença dos predadores terrestres da área, que são também escaladores. Ou seja, o risco de predação é um dos fatores mais importantes na determinação da ausência dos macacos em áreas de RE e MT.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JUAN MANUEL RUIZ ESPARZA AGUILAR
Externo à Instituição - RAONE BELTRÃO MENDES
Externo à Instituição - RENATO RICHARD HILÁRIO
Presidente - 1153037 - STEPHEN FRANCIS FERRARI

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