UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: IONA BRITO DE JESUS
25/07/2016 18:52


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IONA BRITO DE JESUS
DATA: 08/08/2016
HORA: 15:00
LOCAL: Polo de Gestão sala de Video Conferencia RENORBIO
TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE VACINA RECOMBINATE PARA OVINOCAPRINOCULTURA
PALAVRAS-CHAVES: caprino; proteínas; vacina
PÁGINAS: 114
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
SUBÁREA: Medicina Veterinária Preventiva
ESPECIALIDADE: Doenças Infecciosas de Animais
RESUMO:
A linfadenite caseosa é uma doença mundial comum nos rebanhos de ovinos e caprinos, causada por uma bactéria denominada Corynebacteruim pseudotuberculosis. Esta doença é responsável por grandes perdas econômicas devido a condenação e guarnição de carcaças infectados, diminuiu de couro e produção de lã, perda de vendas de reprodutores e mortes por envolvimento interno. O tratamento é caro e ineficaz; a estratégia mais rentável é a imunização oportuna. Vários métodos profiláticos e de diagnóstico vem sendo estudados para melhoria do controle dessa enfermidade. A identificação de novas proteínas secretadas na membrana externa do C. Pseudotuberculosis como alvos para desenvolver vacina e diagnósticos eficazes. Neste estudo, foram selecionadas seis alvos apartir do banco de dados genbank da Malásia,  de função desconhecida. Apenas duas proteinas recombinates foram expressadas em larga escala e uma proteína serina protease CP40 apresenta algumas funções conhecidas. Várias estratégias de vacinas têm sido testados, e as vacinas recombinantes são uma alternativa promissora. Assim, no presente estudo, foram avaliadas formulações de vacinas diferentes, utilizando tres proteínas recombinantes  rCP 7041,rCP5582 e rCP40.Estes dados revelam alvos promissores para métodos imunoprofilácticos contra CLA.
Assim, no presente estudo, foram avaliadas formulações de vacinas diferentes, utilizando tres proteínas recombinantes  rCP 7041,rCP5582 e rCP40.Foram  testadas em modelo murino com um delineamento de nove grupo utilizados adjuvantes como hidróxido de alumínio e saponina, seis grupos tinham oito animais G1=rCP7041com hidróxido de alumínio,G2=rCP7041 com saponina,G3= rCP5582 com hidróxido de alumínio,G4=rCP5582 com saponina,G5=rCP7041+rCP5582+rCp40 com hidróxido de aluminio e e três grupos controles continham seis animais em cada grupo, sendo C1= controle com hidróxido de alumínio; C2=controle com saponina e C3= grupo controle sem nenhum adjuvantes com duração de 60 dias.Os animais foram mantidos em caixas com agua e ração ad libitum.Os camundongos receberam duas imunizações no dia 15º e 30º dia. Foi coletado sangue nos dias 0,15,30 e 60 dias. No dia 45º após a imunização primária, todos os grupos foram desafiados com um C. pseudotuberculosis estirpe virulenta. Os ratos foram monitorizados e mortalidade foi registrada por 30 dias após o desafio.Feito coletada de alguns orgãos de cada grupo como baço,figado para avaliação histopatológico no último dia do experimento, onde os aniamis foram eutanasiados. Na avaliação da resposta imune humoral, a produção de anticorpos específicos IgG foi realizada através do ensaio imunoenzimático ELISA utilizando o soro, aos 30 dias após infecção experimental dos camundongos por C. pseudotuberculosis. Os resultados obtidos demonstraram que os grupos de camundongos não apresentaram diferença estatisticamente significante nos níveis de resposta anticórpica, não havendo assim variação detectável expressiva na densidade optica, comparando os grupos testados. No histopatológico dos camundongos apenas foi observados em quase todos os grupos a presença de micromegacariócitos,megacariócitos, hemorragias e congestão entre outras lesões,  deve-se pela migração da bacteria ao linfonodo para formar os piogranulomas, que aumentam gradualmente de tamanho para formação do abcessos,  através de sinalizações de  algumas quimiciocinas e interleucinas liberam sinais para células de defesa como  chegarem ao lugar da infecção. O sistema imune dos mamíferos é composto pela resposta inata e adaptativa, as quais funcionam cooperativamente a fim de controlar a invasão de patógenos, sendo que o movimento coordenado dos leucócitos é crítico para o eficiente funcionamento de ambas

Nos caprinos, foram utilizados 42 animais divididos em cinco grupos com apenas o adjuvante saponina, sendo G1= grupo controle sem nenhum adjuvante;G2= rCP7041; G3=rCP582;G4=rCP40 e G5= rCP7041+rCP5582+rCp40.Os animais receberam duas imunizações no dia 15º e 30º dia. No dia 60º após a imunização primária, todos os grupos foram desafiados com um C. pseudotuberculosis estirpe virulenta a VD57.Foram coletados sangue no tempo 0,7,15,30,60 e 90 dias para dosagem de IgG. Neste estudo não foram observadas nenhuma diferença estatística entre os grupos em relação a resposta humoral IgG sugerindo uma resposta humoral eficiente na inibição do quadro clínico da enfermidade. Logo, confirmando a teoria que uma expressiva resposta humoral contra o C. pseudotuberculosis, não é capaz de eliminar a infecção.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 690.948.450-91 - FRANCINE FERREIRA PADILHA
Externo ao Programa - 149.567.768-02 - JULIANA CORDEIRO CARDOSO
Externo ao Programa - 585.737.125-20 - LUIZ PEREIRA DA COSTA
Interno - 849.876.344-49 - RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR

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