UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


Notícias

Banca de DEFESA: RODRIGO FARIAS DE CARVALHO TERRA
22/07/2016 07:55


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODRIGO FARIAS DE CARVALHO TERRA
DATA: 28/07/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Pólo de Gestão da UFS
TÍTULO: Uso de área e hábitos alimentares de Lontra longicaudis (Olfers, 1818) em uma área de Caatinga do Baixo Rio São Francisco, Sergipe/Alagoas, Brasil
PALAVRAS-CHAVES: lontra neotropical, hábitat, dieta, Caatinga.
PÁGINAS: 74
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A lontra neotropical Lontra longicaudis (Olfers, 1818) possui ampla distribuição, ocorrendo em grande parte da América Latina, do noroeste do México ao norte da Argentina e em todo território brasileiro. A maioria dos trabalhos sobre L. longicaudis no Nordeste brasileiro se limita a registros de ocorrência. Quanto à distribuição na região da Caatinga, não se tem informações na literatura acerca da espécie. A dieta consiste basicamente de peixes e crustáceos. Por consequência, L. longicaudis habita regiões associadas a sistemas fluviais. É encontrada mais facilmente em áreas onde não há intensa atividade antrópica. Desse modo, o trabalho teve como objetivo identificar quais os parâmetros ecológicos que influenciam uma população de L. longicaudis em uma região de Caatinga: como as características das margens, no tocante ao substrato e ao nível de alteração antrópica, podem influenciar a frequência de uso; caracterizar os hábitos alimentares e verificar como a frequência dos itens alimentares varia ao longo do ano. O estudo foi realizado no período de janeiro a novembro/2015 em um trecho de 10 km no Baixo Rio São Francisco, entre os municípios de Piranhas/AL, Poço Redondo e Canindé de São Francisco/SE, na Zona de Amortização do Monumento Natural Grota do Angico, área de Caatinga onde estão presentes algumas comunidades ribeirinhas. As frequências de uso mensal das 83 latrinas identificas e categorizadas quanto ao tipo de substrato e nível de distúrbio antrópico foram compradas à disponibilidade das margens nas mesmas categorias. Quatorze abrigos também foram descritos quanto aos substrato, distúrbio, estrutura e origem. As maiores frequências de uso de latrinas foram em afloramentos rochosos e ilhas. As praias arenosas foram significativamente menos utilizadas quando sob nível de distúrbio elevado. Praias rochosas foram evitadas. Ambientes com presença humana constante foram significativamente menos utilizados. Quanto a dieta, a análise de 184 amostras de fezes coletadas mensalmente mostrou a presença majoritária de peixes seguidos por crustáceos. Também foram identificadas aves. As principais famílias de peixes consumidas foram Anostomidae, Cichlidae, Loricariidae e Iguanodectidae; e de crustáceos foi Palemonidae. Foram menos importantes as famílias de peixes Erythrinidae e Serrasalmidae; e de crustáceos Atyidae. Não houve variação sazonal na composição da dieta de L. longicaudis. No entanto, Macrobrachium spp. foi significativamente mais frequente na estação seca, possivelmente devido a variações na disponibilidade da presa.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1687626 - MARCELO FULGENCIO GUEDES DE BRITO
Externo à Instituição - RAONE BELTRÃO MENDES
Externo à Instituição - PATRICIO ADRIANO DA ROCHA

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2021 - UFRN v3.5.16 -r15440-bf36319aa9