UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: MILLER JOSÉ MOURA SOUZA
30/06/2016 11:05


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MILLER JOSÉ MOURA SOUZA
DATA: 22/07/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC
TÍTULO: IMPACTOS DA URBANIZAÇÃO E DO USO RECREATIVO EM ESPÉCIES BENTÔNICAS SUPRALITORAIS DE PRAIAS ARENOSAS TROPICAIS
PALAVRAS-CHAVES: Pisoteio; Ocypode; Bledius; Experimento.
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Com o avanço da urbanização em direção às praias, esses ecossistemas têm passado por intervenções antrópicas que tem como intuito, oferecer moradia, turismo e lazer. Entretanto, essas intervenções podem provocar alterações na biodiversidade desses ecossistemas. Mediante essa situação, os estudos tiveram como objetivos, avaliar os impactos provocados pelos diferentes graus de urbanização nas populações de Ocypode quadrata Fabricius, 1787 (Crustacea: Decapoda, Ocypodidae) e Bledius Leach, 1819 (Insecta: Coleoptera, Staphylinidae) ao longo de 14 praias arenosas do litoral de Sergipe (Capítulo 1), avaliar o efeito da intensidade do uso recreativo (número de frequentadores) sobre as populações de O. quadrata e Bledius spp. na praia de Aruanda (Capítulo 2), assim como avaliar através de experimentos com diferentes frequências de pisoteio, o efeito real dessa atividade sobre as populações de Bledius spp. e O. quadrata, diagnosticando também o efeito recuperação dessas populações (Capítulo 3). Embora tenham sido observadas diferenças significativas na abundância de tocas de O. quadrata e Bledius spp. entre as 14 praias analisadas, os resultados obtidos não apresentaram evidências concisas que corroborem com a hipótese de que o elevado grau de urbanização acarreta em uma redução na abundância dessas populações (Capítulo 1). Como esperado, o número de frequentadores foi significativamente maior no setor "perturbado" em todos os meses de estudo na praia de Aruanda. Mesmo respondendo em situações distintas, tanto o caranguejo O. quadrata quanto os estafilinídeos Bledius pp. sofreram efeitos negativos em relação ao pisoteio. De forma que, valores de abundância de tocas de O. quadrata foram significativamente menores no setor “perturbado” antes do carnaval (Janeiro/2015), enquanto que para a população de Bledius spp. menores valores de abundância também foram observados no setor perturbado, durante (Fevereiro/2015) e após (Março/2015) o período de carnaval (Capítulo 2). Em relação ao experimento realizado na praia do Refúgio, verificou-se que houve reduções significativas, ao longo dos dias de experimento, tanto na abundância de tocas de O. quadrata quanto na de Bledius spp. A redução nos valores de abundância de tocas aconteceu nas parcelas “Alta Frequência” e “Média Frequência”, com uma queda significativa de aproximadamente 75% já no terceiro dia de pisoteio nessa primeira parcela. Já para a população de Bledius spp. houve uma queda significativa de 90% da abundância entre o primeiro e o último dia de experimento, em todas as parcelas analisadas. O efeito recuperação foi observado com mais clareza para os coleópteros, com recuperação significativa 10 dias após o final do pisoteio. Já para as tocas dos caranguejos, o efeito recuperação não ficou tão evidente, com um aumento na abundância durante o quarto dia de recuperação, seguido de novas quedas (Capítulo 3). Os resultados obtidos no presente estudo sugerem a utilização das populações investigadas como bons indicadores de impactos antrópicos em praias. Além disso, sugerimos também a realização de mais abordagens experimentais, para que assim possa ficar claro o efeito real das diferentes atividades antrópicas sobre as populações bentônicas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 426682 - CARMEN REGINA PARISOTTO GUIMARAES
Interno - 1857524 - JEAMYLLE NILIN GONCALVES
Presidente - 2716270 - LEONARDO CRUZ DA ROSA

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