UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: EDUARDO VINICIUS DA SILVA OLIVEIRA
30/06/2016 10:42


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDUARDO VINICIUS DA SILVA OLIVEIRA
DATA: 20/07/2016
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do Pólo de Gestão da UFS
TÍTULO: Dinâmica espaço-temporal e aspectos da vegetação em uma comunidade de Caatinga
PALAVRAS-CHAVES: biomassa, estoque de Carbono, sucessão vegetal, fitossociologia
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Estudos sobre o funcionamento da Caatinga ainda são escassos, principalmente aqueles com foco no componente herbáceo e na dinâmica espaço-temporal da vegetação lenhosa em ambientes antropizados. Nesses ambientes, esperam-se uma redução temporal da complexidade florística, estrutural e do estoque de biomassa para a vegetação lenhosa e o inverso disso para a vegetação herbácea. Neste estudo, os objetivos foram avaliar a dinâmica espaço-temporal da vegetação lenhosa após um período de quatro anos, além da estrutura, florística e estoque de biomassa da vegetação herbácea, ambos em uma comunidade de Caatinga antropizada em Sergipe. Foram testadas as seguintes hipóteses: (I) haverá redução temporal da complexidade florística, estrutural e do estoque de biomassa na vegetação lenhosa; (II) serão observadas correlações positivas entre a biomassa e a riqueza, a diversidade específica e a abundância na vegetação lenhosa; (III) efeitos da antropização serão observados na composição florística e na estrutura da vegetação herbácea. Comparados com um estudo anterior (t0), os dados atuais (t1) foram obtidos através 30 parcelas de 20 x 20 (400 m²), medindo indivíduos com circunferência a altura do peito (CAP) > 6 cm. A biomassa foi estimada através de equações alométricas e o estoque de Carbono com a relação: Est.carbono = biomassa*0,47. Foram testadas diferenças temporais significativas na riqueza, diversidade, área basal, densidade e estoque de biomassa com o teste t pareado e na proporção de grupos ecológicos e valor de importância das espécies com o x² de McNemar. As relações da biomassa com a riqueza, abundância e diversidade Shannon (H’) foram avaliadas por análises de regressão. Para as herbáceas foram utilizadas 30 subparcelas de 1 x 1 m dentro das parcelas de 20 x 20 m. Coletas adicionais de espécies vegetais férteis foram realizadas no entorno dessas subparcelas para complementar a florística e a biomassa foi estimada através de coleta e pesagem das plantas presentes nas subparcelas. Para a avaliação temporal da vegetação lenhosa, constatou-se um aumento de densidade absoluta (0,86%) e área basal (4,82%). O estoque de biomassa foi estimado em 52,79 Mg.ha-1 em t0 e 54,93 Mg.ha-1 em t1 (0,53 Mg.ha.ano-1) e o de carbono em 24,81 Mg.ha-1 em t0 e 25,82 Mg.ha-1 em t1 (0,25 Mg.ha.ano-1). Alterações na composição florística e estrutura foram mínimas e o índice de H’ diminuiu de 3,33 para 3,30 nats.ind-1 e a comunidade manteve-se em mesmo estágio sucessional. Nenhum dos parâmetros avaliados diferiu significativamente entre os dois levantamentos (p>0,05), apontando que a comunidade se encontra estável no tempo. A riqueza, H’ e a abundância não foram correlacionadas com a biomassa (p>0,05). Para a vegetação herbácea foram encontradas 80 espécies e 34 famílias (13% endêmicos; 43% típicos de áreas antropizadas). As famílias de maior riqueza específica foram Asteraceae, Malvaceae e Poaceae (sete espécies). Na área das parcelas foi encontrada uma densidade de 32,46 ind/m², uma área basal de 41,6 m²/ha e uma biomassa de 230,76 kg.ha-1. Foi encontrado um índice de H’ de 2,42 nats.ind-1, a equabilidade de Pielou (J) de 0,67. Os resultados apontam que a comunidade vegetal estudada não sofreu redução temporal de sua complexidade florística e estrutural, com uma manutenção temporal de seu estoque de biomassa, contribuindo localmente para o armazenamento de carbono. Considerando ainda que os impactos antrópicos registrados causaram moderada influência na vegetação herbácea, acredita-se que a intensidade destes não tenham sido suficientes para configurar uma degradação. A comunidade vegetal estudada tolera os atuais níveis de antropização, permitindo o uso de seus recursos através de um manejo planejado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2019940 - ALEXANDRE DE SIQUEIRA PINTO
Externo ao Programa - 2350431 - ROBERIO ANASTACIO FERREIRA
Interno - 2019114 - SIDNEY FEITOSA GOUVEIA

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