UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ANDREIA CENTENARO VAEZ
21/06/2016 08:57


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREIA CENTENARO VAEZ
DATA: 06/07/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU Sala 26
TÍTULO: Preditores de mortalidade, análise espacial e estimativa dos gastos com vítimas de atropelamento em rodovias federais de Sergipe.
PALAVRAS-CHAVES: Análise espacial. Acidentes de Trânsito. Atropelamento. Mortalidade. Pedestre.
PÁGINAS: 142
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

A violência no trânsito constitui um grave problema de saúde pública, responsável pela morte de milhares de pessoas jovens em idade produtiva. Entre essas vítimas, os pedestres fazem parte do grupo mais vulnerável e apresentam a maior taxa de letalidade. Objetivo: Analisar os fatores preditores de mortalidade, a distribuição espacial e a estimativa dos gastos com vítimas de atropelamentos em rodovias federais do estado de Sergipe. Método: Estudo híbrido de série temporal e componente transversal realizado a partir do Sistema de Informação sobre a Mortalidade e Sistema de Informação da Polícia Rodoviária Federal. Foi construído um modelo de regressão logística para determinar os fatores preditores associados aos óbitos por atropelamento, a partir das características da ocorrência, dos aspectos temporais e das características da rodovia, veículo, condutor e pedestre. A análise espacial foi realizada no programa TerraView 4.2.2, sendo utilizado o estimador de intensidade Kernel, que gerou uma superfície de densidade para a detecção visual de “áreas quentes” ou hot spots. Resultados: Foram registrados 399 pedestres traumatizados em acidentes de transporte (CID-10 V01 a V09), dos quais 146 foram classificados como vítimas fatais (49,1%), a maioria foi do sexo masculino (69,7%) com idade de até 45 anos (58,5%) e apresentava sinais de embriagues (9,3%). A análise multivariada evidenciou como fator preditor de mortalidade: a travessia do pedestre na rodovia (p=0,002), atropelamento em zona rural (p=0,003), e, envolvimento de veículo de grande porte (p =0,001). A análise espacial evidenciou a região da Grande Aracaju como cenário epidemiológico de risco espacial com destaque para os municípios de Aracaju, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, concentrando o maior risco de mortalidade por atropelamento. Os valores gastos foram superiores a 62,3 milhões de reais, sendo um valor médio por ano de R$ 9.6 milhões, dos quais mais de 92% foram relacionados à vítima. Conclusão: os dados demonstram que ao combinar diferentes técnicas de análises, identificamos que as características da rodovia, veículo e vítima, evidenciam a vulnerabilidade do pedestre ao óbito nos diversos espaços da rodovia. É necessária uma ampla discussão para elaboração de políticas públicas mais eficientes na redução dos índices de mortalidade por atropelamento, através de investimentos nas rodovias, com melhorias na engenharia dos acostamentos, instalação de iluminação pública, passarelas e canteiros centrais, que possibilitem a travessia segura dos pedestres nas rodovias. É fundamental a intensificação da fiscalização dos limites de velocidade e sensibilização dos condutores quanto à legislação vigente


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2661918 - JOSE ANTONIO BARRETO ALVES
Interno - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Interno - 3545451 - PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
Externo ao Programa - 1316714 - RICARDO FAKHOURI
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO

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