UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: SIMONE DE ARAUJO PEREIRA
26/02/2016 15:21


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SIMONE DE ARAUJO PEREIRA
DATA: 15/04/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Pólo de Gestão - Vivência
TÍTULO: O sentido Público da Praia Urbana
PALAVRAS-CHAVES: Praia. Praiano. Cidade. Desejo. Liberdade.
PÁGINAS: 281
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

A presente tese buscou compreender a praia a partir da análise das práticas que são estabelecidas na faixa-de-areia. Bem como, analisar o que comumente se reconhece como “estilo praiano” ou “estilo de vida praiano”. O estudo se desenvolveu pelas praias urbanas da cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, entre as praias que compõem o litoral natalense encontram-se a Praia de Ponta Negra, do Meio, Areia Preta e da Redinha. A compreensão do sentido público da praia urbana, deu-se inicialmente a partir da contextualização da história do banho de mar e do processo de aproximação (social) dos indivíduos da cidade à praia, tal compreensão revelou dois aspectos centrais para pensar a atual configuração da praia urbana: o desejo pela beira-mar; e, as tensões entre os valores consolidados do continente sobre as práticas que emergiam da praia. O desejo se apresenta como configurador da praia, na medida em que este se realiza pelas expressões retroalimentadas de desejos infinitos. As tensões de antes perduram até a atualidade na configuração da praia, há sempre algo novo que na praia se diz "poder fazer" e que parece desafiar as regras advindas do continente. A praia é percebida pela sua particularidade de efemeridade (caracterizado pela impermanência, tem uma dinâmica não fixa), fluidez (em suas variadas formas de apropriação) e fugacidade (a velocidade de sua dinâmica, em fluxos que determinam a lógica das cidades). A praia, tornando-se parte da cidade, apresenta-se como um dos seus espaços de lazer e consolida-se como uma possibilidade de liberdade em relação a dinâmica exaustiva da cidade. O praiano, sobre o qual se afirma possível qualificar cidades, estilos e pessoas, e que é comumente entendido como despojados, livres e leves, ao ser analisado no âmbito da cidade, pode ser reconhecido pela ressonância do urbanismo em sua realização, sendo compreendido pela ressonância que estabelece com o urbano. A noção de estilo é repensada a partir da noção de design. Desta forma, o “estilo praiano”, ou “estilo de vida praiano”, revela-se enquanto um redesign do urbano, pelo que se observou que tais estilos se apresentaram não tão despojados quanto são imaginados, nem tão livres e, portanto, não tão leves.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 426602 - ROGERIO PROENCA DE SOUSA LEITE
Interno - 327767 - FRANZ JOSEF BRUSEKE
Interno - 2020950 - MARIANA SELISTER GOMES
Externo ao Programa - 1821173 - DENIO SANTOS AZEVEDO
Externo à Instituição - LISABETE CORADINI

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