UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: CRISTIANE VILACA CAMPOS GOMES
05/02/2016 11:50


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISTIANE VILACA CAMPOS GOMES
DATA: 29/02/2016
HORA: 09:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas HU
TÍTULO: Ensaio Clínico Randomizado sobre elastocompressão prolongada após ecoescleroterapia com espuma em pacientes com excesso de peso
PALAVRAS-CHAVES: Ecoescleroterapia, varizes, duplex scan, obesidade, espuma, elastocompressão, insuficiência venosa crônica
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A doença venosa crônica dos membros inferiores (DVC) apresenta alta prevalência na população geral e acompanha-se de elevada morbidade. Pacientes com excesso de peso tendem a apresentar quadros clínicos mais graves e são um desafio ao tratamento cirúrgico convencional. O advento da escleroterapia com espuma guiada por ultrassom (EEE) ampliou a possibilidade de tratamento destes pacientes. A associação da compressão elástica prolongada após intervenções apresenta resultados controversos na literatura. Objetivo: O presente trabalho busca avaliar as alterações da resposta terapêutica da EEE quando da utilização da compressão elástica prolongada em pacientes com excesso de peso. Método: Neste ensaio clínico randomizado os membros foram alocados randomicamente para uso ou não de meia elástica compressiva após tratamento das veias insuficientes. Foram realizadas uma ou duas sessões de escleroterapia guiada por ultrassonografia. As avaliações ocorreram em 3 semanas e 3 meses, considerando para desfecho primário a oclusão do trajeto venoso tratado e para desfecho secundário a ausência de refluxo no segmento. Resultados: Foram tratados 132 membros: 70 submetidos a compressão elástica prolongada e 62 não. Os grupos foram avaliados quanto à distribuição de suas características de base não havendo diferenças estatisticamente significativas entre eles. Um total de 187 sessões de ecoescleroterapia foram realizadas em toda a amostra sendo que 46,6% dos membros necessitaram da segunda sessão. O número de sessões por membro foi maior no grupo submetido à compressão elástica prolongada (p= 0,64). O volume médio de espuma aplicada foi discretamente maior no grupo sem compressão elástica prolongada (p=0,27). Na avaliação dos desfechos primário e secundário não houve diferença na resposta terapêutica entre os grupos em 3 semanas e em 3 meses na avaliação da junção safenofemoral (p= 0,47 e p=0,99) e da veia safena magna (p= 0,79 e p=0,87). Para as tributárias as taxas de sucesso foram maiores em 3 meses nos pacientes submetidos a compressão elástica prolongada (p=0,0018). Conclusão: Não houve interferência da compressão elástica prolongada na resposta terapêutica da ecoescleroterapia em pacientes com excesso de peso nos principais troncos venosos. Para as tributárias, a compressão elástica obteve maiores taxas de sucesso. A compressão elástica pode estar associada a um menor volume de espuma necessário para tratamento.

Neste ensaio clínico randomizado os membros foram alocados randomicamente para uso ou não de meia elástica compressiva após tratamento das veias insuficientes e submetidos a uma ou duas sessões de escleroterapia guiada por ultrassonografia. As avaliações ocorreram em 3 semanas e 3 meses, considerando para desfecho primário a oclusão do trajeto venoso tratado e para desfecho secundário a ausência de refluxo no segmento. Foram tratados 132 membros: 70 submetidos a compressão elástica prolongada e 60 não. Os grupos foram avaliados quanto à distribuição de suas características de base não havendo diferenças estatisticamente significativas entre eles. Um total de 187 sessões de ecoescleroterapia foram realizadas em toda a amostra sendo que 46,6% dos membros necessitaram da segunda sessão. O número de sessões por membro foi maior no grupo submetido à compressão elástica prolongada (p= 0,64), entretanto o volume médio de espuma aplicada tanto na primeira (p = 0,22), quanto na segunda sessão (p=0,19) foi discretamente maior no grupo sem compressão elástica prolongada. Na avaliação dos desfechos primário e secundário não houve diferença na resposta terapêutica entre os grupos em 3 semanas e em 3 meses na avaliação da junçãosafenofemoral (p= 0,47 e p=0,99) e da veia safena magna (p= 0,59 e p=0,26). Para as tributárias as taxas de sucesso foram maiores em 3 meses nos pacientes submetidos a compressão elástica prolongada (p=0,0018 ).Conclusão: Não houve interferência da compressão elástica prolongada na resposta terapêutica da ecoescleroterapia em pacientes com excesso de peso nos principais troncos venosos. Para as tributárias, a compressão elástica obteve maiores taxas de sucesso. Além disso a compressão elástica parece estar associada a um menor volume de espuma necessário para tratamento e a uma maior adesão dos pacientes.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Presidente - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo à Instituição - TULIO PINHO NAVARRO

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