UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ANA ALICE DE ALMEIDA SOARES
03/02/2016 09:10


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA ALICE DE ALMEIDA SOARES
DATA: 22/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Avaliação da função pulmonar e da força muscular respiratória de crianças com asma e/ou rinite submetidas ao Teste de Caminhada de seis minutos.
PALAVRAS-CHAVES: Asma. Rinite. Crianças. Testes de função pulmonar. Força muscular. Músculos respiratórios. Exercício físico. Qualidade de vida.
PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: Rinite e asma possuem elevadas taxas de prevalência e morbidade e são responsáveis pela redução da qualidade de vida de pacientes, comprometendo suas atividades diárias. A coexistência das duas doenças no mesmo indivíduo está bem documentada, além da rinite atuar como fator de risco para o surgimento futuro da asma. Estudos mostram a piora da função pulmonar de crianças com asma após a realização de atividade física em esteira, porém são raros os que utilizam testes submáximos para a avaliação de crianças, principalmente com asma leve. O Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6m) é uma ferramenta de grande aplicabilidade em pediatria, que reflete o desempenho nas atividades de vida diária e avalia o nível de capacidade física da criança com limitação ao esforço. Objetivos: avaliar a força muscular respiratória (Pimax e Pemax) e a função pulmonar (fluxos e volumes) de crianças com rinite e/ou asma submetidas ao TC6m, e compará-las com o desempenho de crianças saudáveis. Método: Trata-se de um estudo longitudinal e prospectivo, realizado com crianças de 6 a 12 anos, em acompanhamento ambulatorial. Resultados: Foram incluídas 115 crianças, sendo 27 saudáveis (S), 31 com rinite (R) e 57 com asma (A), esta classificada como leve (31 com a doença controlada e 26 com o controle parcial). Do total da amostra, 66 crianças (57,4%) relataram atividade física regular. Do grupo A, 94,73% possuíam rinite associada. Não houve diferenças significativas quanto a medidas antropométricas, dados demográficos e nível de atividade física entre os grupos. A distância total percorrida no TC6m e os sinais vitais mensurados antes e após o teste foram semelhantes entre os três grupos. Porém, as crianças com asma apresentaram pior desempenho, percorrendo uma distância inferior à prevista para a sua idade, peso e altura (p = 0,0007), independente do controle da doença. Pimax, VEF1, FEF25-75 e VEF1/CVF se mostraram inferiores no grupo A em relação aos grupos R e S antes e após o TC6m. Comparado aos valores pré-teste, a Pimax aumentou, além do VEF1/CVF e do FEF25-75 que diminuíram significativamente após o TC6m, somente nos grupos A e R. Conclusão: Crianças asmáticas apresentaram valores inferiores de força muscular respiratória e de função pulmonar quando comparadas às crianças portadoras de rinite e saudáveis. Crianças com rinite, sem história clínica de asma, se comportaram de maneira semelhante às asmáticas, quanto à força muscular respiratória e evolução da função pulmonar após o TC6m, reforçando o conceito de vias aéreas unidas. Exercícios submáximos podem comprometer a força muscular respiratória e a função pulmonar de crianças com rinite e/ou asma.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MARIA FERNANDA MALAMAN
Presidente - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES
Interno - 2013648 - VITOR OLIVEIRA CARVALHO

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