UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: ARTHUR OLIVEIRA DA CRUZ
29/01/2016 13:44


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARTHUR OLIVEIRA DA CRUZ
DATA: 24/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 06 do Bloco A do DBI/UFS
TÍTULO: Uso do espaço por Gracilinanus agilis (Didelphimorphia) e Wiedomys pyrrhorhinus (Rodentia) em área de Caatinga no alto sertão sergipano
PALAVRAS-CHAVES: carretel de rastreamento; pequenos mamíferos; movimento
PÁGINAS: 58
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

O habitat e sua estrutura influenciam o estabelecimento de diferentes comunidades animais através de sua complexidade (gradiente vertical) e heterogeneidade (variação horizontal). Estudos sobre comunidades de mamíferos de pequeno porte (roedores e marsupiais) demonstram diferentes padrões na utilização e seleção do habitat em relação à dieta, o tamanho corporal, idade e sazonalidade, entre outros. Para avaliar estes padrões, a utilização de carretéis de rastreamento pode fornecer informações detalhadas sobre a movimentação, estratificação vertical e o uso de abrigos e ninhos pelos animais. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a área de uso e seleção de microhabitat por Gracilinanus agilis (Didelphimorphia) e Wiedomys pyrrhorhinus (Rodentia) no Monumento Natural Grota do Angico (MNGA), entre os municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, Sergipe. O estudo foi conduzido através da utilização de armadilhas Sherman, para a captura dos indivíduos, e de carretéis de rastreamento para a caracterização do movimento desses animais em duas áreas de Caatinga arbustiva arbórea do MNGA entre dezembro de 2014 e setembro de 2015. Foram obtidos dados sobre a área de uso diário (AUD), tortuosidade do movimento (TORT), uso do estrato vertical (VU) e uso do solo (%SOLO) para cada indivíduo. A amostragem da seleção e disponibilidade de microhabitat foi realizada com dados de cobertura do solo e de copa e obstrução foliar vertical apenas para a seca. Foram avaliadas 44 trajetórias (27 de G. agilis e 17 de W. pyrrhorhinus), totalizando 2.451,42 m de linha rastreada. Não foram encontradas diferenças nas variáveis de movimento entre as estações seca e chuvosa para as duas espécies (p>0,0919). Machos e fêmeas de Gracilinanus agilis e de W. pyrrhorhinus também não apresentaram diferenciação nessas variáveis (p>0,0643). Comparando-se as duas espécies, houve diferença apenas no uso do estrato vertical (p=0,0050). Apenas as fêmeas de W. pyrrhorhinus evidenciaram selecionar o microhabitat durante o movimento diário (p<0,0001). Em relação ao tamanho da área de uso (AUD), G. agilis apresentou, no geral, uma área maior que W. pyrrhorhinus. Baixos valores de tortuosidade (TORT) encontrados podem ser associados à baixa densidade populacional dessas espécies na área. A diferença na utilização do estrato vertical (VU) era esperada, uma vez que G. agilis é reportado como uma espécie escansorial enquanto W. pyrrhorhinus é preferencialmente arborícola. A ausência, no geral, de seleção do habitat pelas variáveis ambientais amostradas sugere que G. agilis e W. pyrrhorhinus podem estar realizando essa seleção na escala de mesohabitat.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Externo à Instituição - DANIELA TEODORO SAMPAIO
Externo à Instituição - DOUGLAS FERNANDES RODRIGUES ALVES

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