UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: NAYARA GOMES DA CRUZ
25/01/2016 17:32


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NAYARA GOMES DA CRUZ
DATA: 25/02/2016
HORA: 08:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: Formigas associadas a Turnera subulata (Turneraceae): custos e/ou benefícios para planta hospedeira?
PALAVRAS-CHAVES: defesa indireta, herbivoria, interação formiga-planta, nectário extrafloral, proteção.
PÁGINAS: 56
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Interações ecológicas entre organismos são complexas, podendo apresentar resultados dinâmicos, os quais são dependentes do contexto ambiental no qual estão inseridas. Plantas com nectários extraflorais atraem uma ampla variedade de espécies de formigas, em associações comumente consideradas mutualísticas. Nos ambientes tropicais a associação de plantas e formigas desempenha importante papel nas comunidades. Turnera subulata é um arbusto ruderal, amplamente distribuído em áreas antropizadas, que apresenta um par de nectários extraflorais na base de cada folha. Neste estudo avaliamos o papel das formigas associadas à T. subulata e suas consequências para o sucesso vegetativo e reprodutivo da planta hospedeira. Em um estudo inicial, avaliamos se as formigas associadas a T. subulata: (i) variam entre locais e ao longo do período do dia; (ii) respondem à simulação da presença de herbívoros e aos sinais de danos ocasionados em diferentes estruturas da planta hospedeira (caule e folha); e (iii) reduzem as taxas de herbivoria. Posteriormente, realizamos um experimento manipulativo em campo a fim de controlar a presença/ ausência de formigas ao longo dos estádios fenológicos da planta hospedeira e avaliar o papel das mesmas no crescimento vegetativo e reprodutivo de T. subulata. Os experimentos foram realizados em São Cristóvão-SE, no período de março a junho de 2015. Para o entendimento inicial do sistema estudado, foram selecionados 60 indivíduos de T. subulata, nos quais realizamos simulações da presença de herbívoro e realização de injúrias no caule e folhas das hospedeiras. O número total de indivíduos e de espécies de formigas associadas foi quantificado durante três períodos do dia. Em 50 plantas, foi quantificada a proporção de área foliar perdida e de folhas atacadas por mastigador. No experimento manipulativo 30 parcelas (120 x 120 cm) em campo, sendo 15 parcelas controle (sem formigas) e 15 com presença de formigas. Em cada parcela foram transplantadas mudas de T. subulata (N = 120) que foram acompanhadas ao longo de seus estádios fenológicos, por três meses. Durante este período, observações semanais foram feitas a fim de quantificar as medidas de crescimento vegetativo e investimento reprodutivo da planta hospedeira, assim como o número de folhas com danos por insetos sugadores e mastigadores; e o número de herbívoros. O número de visitantes associados a T. subulata foi quantificado durante três períodos distintos do dia, sendo realizados 5min de observação/ parcela. Em todos os casos, os dados foram analisados através de modelos lineares generalizados. Foi encontrado um total de 22 espécies de formigas associadas à T. subulata. No estudo inicial, verificamos que a composição da assembleia de formigas apresentou variação significativa entre os locais e período de amostragem. As taxas de visitação e de predação pelas formigas foi maior no caule do que nas folhas das plantas. De forma geral, as taxas de herbivoria não foram correlacionadas com a associação/ atividade das formigas, com exceção da proporção de área foliar consumida, que mostrou redução significativa em plantas onde as formigas defenderam as folhas. Os resultados do experimento manipulativo, realizado ao longo dos estádios fenológicos da hospedeira, revelaram de forma geral que plantas sobre tratamento com formigas: apresentaram menor tamanho, demoraram mais tempo para atingir o pico de frutificação e tiveram menor número de visitantes, incluindo predadores e parasitóides. No entanto, o investimento reprodutivo final da planta hospedeira não foi influenciado pela associação com as formigas. Apenas o número de herbívoros sugadores foi significativamente reduzido na presença de formigas. Nossos resultados sugerem que os benefícios da associação podem ser dependentes de contexto, incluindo a variação na composição de espécies no tempo/espaço; o que pode mascarar a correlação positiva entre a defesa das formigas e taxas de herbivoria. No experimento manipulativo, a baixa diferença nas taxas de herbivoria em plantas com e sem formigas podem ser explicadas pelo fato de que em plantas sem formigas, os demais inimigos naturais (ex. predadores e parasitóides) compensaram o papel defensivo realizado pelas formigas. Assim, hipotetizamos que o investimento energético de T. subulata na produção de nectários extraflorais pode ser compensado pela atração de inimigos naturais, não apenas formigas, como também predadores e parasitóides. Nossos resultados podem contribuir para a compreensão dos mecanismos envolvidos nas interações facultativas entre formigas e plantas e para o entendimento das redes de interações em comunidades.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1861452 - ANA PAULA ALBANO ARAUJO
Externo ao Programa - 1352277 - GENESIO TAMARA RIBEIRO
Externo ao Programa - 1692351 - LEANDRO BACCI

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