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Notícias

Banca de DEFESA: SINDIANY SUELEN CADUDA DOS SANTOS
22/01/2016 15:14


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SINDIANY SUELEN CADUDA DOS SANTOS
DATA: 24/02/2016
HORA: 14:30
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO: MODELAGEM DE DISTRIBUIÇÃO POTENCIAL E MORFOMETRIA GEOMÉTRICA DAS POPULAÇÕES FLORÍSTICAS DE MANGUES NO LITORAL SUL DE SERGIPE, BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Mangues. Modelagem Preditiva. Plasticidade Fenotípica. Vulnerabilidade. Sergipe.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Esta tese foi construída em meio à necessidade de investigar as respostas dos mangues às variações ambientais tanto em macroescala, como em microescala. Para tanto, foi utilizada ferramenta de modelagem de distribuição de espécies, para prever a distribuição potencial dos mangues do litoral das regiões norte, onde se encontram os mangues mais desenvolvidos do país, e nordeste do Brasil, cujo ponto focal de análise concentrou-se no complexo estuarino Real-Piauí-Fundo, Sergipe, onde foram aplicadas técnicas de morfometria geométrica. De forma geral, a pesquisa investiga a atuação do clima e do nível relativo do mar sobre a distribuição potencial de Avicennia L.; Laguncularia racemosa (L.) Gaertn.f.; e Rhizophora mangle L., no litoral das regiões norte e nordeste do Brasil, na escala temporal 6.000 A.P., 2015 e 2050, bem como a plasticidade fenotípica das folhas dos mangues do complexo estuarino Real-Piauí-Fundo, decorrentes de fatores abióticos e antropogênicos que afetam as populações florísticas no litoral sul de Sergipe, Brasil. O método dedutivo e a Teoria Geral dos Sistemas constituíram o fio condutor teórico para construção de toda pesquisa. Na análise da influência de requerimentos climáticos e de influência no nível relativo do mar para distribuição potencial dos mangues, os modelos mostraram variações de áreas de adequabilidade em todo o litoral, nos distintos cenários (6.000 A.P., 2015, 2050). A modelagem de distribuição potencial destacou a influência da temperatura anual e da distância vertical à drenagem mais próxima como variáveis de maior contribuição nas predições. Por outro ângulo, para verificar a ocorrência de variações de forma e tamanho das folhas das populações de mangues nos estuários inferior, médio e superior do complexo estuarino Real-Piauí-Fundo, no litoral sul de Sergipe, a fim de examinar a plasticidade fenotípica das folhas e de que maneira os padrões de variação estão relacionados aos fatores sedimentológicos, climáticos e de salinidade da água, foram coletadas e analisadas amostras das espécies de mangues, de sedimento, água e de 450 folhas para A. schauerianna, 600 folhas para L. racemosa e o mesmo valor para R. mangle. Na análise morfométrica foram feitos 3 marcos e 16 semimarcos anatômicos ao longo da folha previamente digitalizada. Após o alinhamento de Procrustes no MorphoJ, as análises morfométricas mostraram que a forma da lâmina foliar variou entre as localidades. Na análise de forma e tamanho, não existe efeito de alometria (p< 0.01). Porém, existe diferença significativa de tamanho da folha (p < 0.01) entre os três estuários. Logo, mesmo em microescala, existem tendências de variação na forma e tamanho das folhas de mangues nas três áreas de amostragem, as quais se modificam diante de diferentes pressões ambientais. A R. mangle é uma espécie generalista por ter maior plasticidade fenotípica em relação à A. schauerianna e L. racemosa, as quais poderiam ser chamadas de especialistas. Com o objetivo específico de avaliar a vulnerabilidade dos mangues Avicennia schauerianna, Rhizophora mangle e Laguncularia racemosa do complexo estuarino Real-Piauí-Fundo, em meio aos tensores antropogênicos atuantes e a possível relação destes com a plasticidade fenotípica das plantas, a partir da morfometria geométrica foliar, a metodologia foi construída mediante observações sistemáticas realizadas nos estuários inferior, médio e superior; da fixação de atributos de tensão antrópica; da determinação de pesos para o conjunto de tensores antropogênicos atuantes sobre os mangues; e do estabelecimento de níveis de vulnerabilidade, com adaptações da literatura. Para análise da plasticidade fenotípica, foram utilizados os resultados das análises da morfometria geométrica das folhas de mangues, a fim de fazer análises de regressão linear entre forma, tamanho e tensores antrópicos. Observa-se que o setor de maior vulnerabilidade é o estuário superior, que não tem totalidade da área abrangida pelo polígono da Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul. A sensibilidade das áreas pesquisadas revelou que todo o complexo estuarino está submetido aos riscos das ações humanas. Quanto à relação entre mangues e tensores antropogênicos, foi identificado que tanto a forma como o tamanho das folhas de A. schauerianna e R. mangle apresentaram valores significativos de p, ao contrário da L. racemosa. Ao concluir e fazer sugestões, a tese aponta que é possível reconstruir a história natural e ecológica dos ambientes, entender os fenômenos do presente, tanto a partir da modelagem preditiva, como da avaliação da plasticidade fenotípica, e subsidiar ações de conservação dos mangues, a fim de evitar novas perdas da flora de manguezal no estado.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LORENA ANDRADE NUNES
Externo ao Programa - 1362555 - MARIA DO SOCORRO FERREIRA DA SILVA
Interno - 2222763 - MARIA JOSE NASCIMENTO SOARES
Externo ao Programa - 033.068.418-38 - MARTA CRISTINA VIEIRA FARIAS
Presidente - 279481 - ROSEMERI MELO E SOUZA

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