UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: INGRID CRISTIANE PEREIRA GOMES
21/01/2016 08:31


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: INGRID CRISTIANE PEREIRA GOMES
DATA: 17/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: sala 26 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: PERFIL BIOQUÍMICO E ENDÓCRINO DE PACIENTES PORTADORES DE ANEMIA FALCIFORME
PALAVRAS-CHAVES: Anemia falciforme; crescimento; puberdade; disfunções endócrinas e metabólicas.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

INTRODUÇÃO: Na anemia falciforme (AF), forma mais comum da doença falciforme (DF), a isquemia tecidual decorrente da obstrução vascular causada pelos eritrócitos em forma de foice pode levar à lesão crônica de órgãos, assim como de glândulas endócrinas. Dentre as complicações endócrinas, destacam-se atraso no crescimento e desenvolvimento puberal. OBJETIVOS: Avaliar o perfil de crescimento e características puberais de um grupo de portadores de AF desde a adolescência até a vida adulta, bem como investigar disfunções tireoidiana, gonadal, e do metabolismo lipídico, glicêmico e ósseo. MÉTODOS: Trata-se de estudo longitudinal prospectivo no qual foram avaliados peso, estatura e IMC de 30 pacientes (10 -23 anos) e do grupo controle, em três momentos (T1: 2005, T2: 2010 e T3: 2015), e calculados os Z-scores destas variáveis utilizando dados de referência para idade e sexo. Desenvolvimento puberal, idade da menarca, idade óssea (IO), história obstétrica das mulheres e número de filhos para homens foram avaliados. Foram dosados nos casos e controles hormônios e anticorpo tireoidianos, gonadotrofinas basais e esteroides sexuais, prolactina (PRL), hormônio do crescimento (GH), somatomedina C (IGF-I), cortisol, paratormônio (PTH) e 25-hidroxi-vitamina D (25(OH)D), além do hemograma, bilirrubina total (BT) e frações (BI e BD), desidrogenase lática (DHL), albumina (ALB), cálcio sérico (Ca), fósforo (P), fosfatase alcalina (FA), gama glutamil transferase (Gama- GT), glicemia de jejum (GJ), colesterol total (CT), colesterol HDL (HDL-c), triglicerídeos (TG) e colesterol LDL (LDL-c), uréia, creatinina, transaminases (TGO e TGP), creatinofosfoquinase (CPK) e ferritina. RESULTADOS: Os Z-scores para peso, estatura e IMC do grupo AF foram inferiores aos de referência e aos do grupo controle nos três tempos, todavia, progressivamente maiores com o passar dos anos, especialmente em relação à estatura. Em T3, a estatura foi o único parâmetro antropométrico que não apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Em T1, 46,7% dos pacientes foram considerados impúberes e somente cinco das 12 meninas haviam apresentado menarca. Foi observada IO atrasada em 46,15% da amostra. Observou-se menarca tardia no grupo AF (média 15 anos) em relação ao grupo controle, com diferença estatisticamente significativa entre eles. Cinco pacientes já haviam gestado, porém nenhum paciente havia experimentado a paternidade. Os índices hematológicos e bioquímicos (DHL, BT e BI) apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos e refletiram a fisiopatologia da AF. Níveis médios mais elevados de TSH no grupo AF foram observados em T1 e T3, e médios mais reduzidos de T3, GH, IGF-I e TEST foram vistos em T1, com diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Média de níveis de Ca, P, FA, TGO, TGP, testosterona e ferritina foram mais elevados no grupo AF. Não foi evidenciada diferença estatisticamente significativa nas médias dos níveis de 25(OH)D, GJ, TG e cortisol entre os grupos. Níveis mais reduzidos de CT, HDL-c e LDL-c foram encontrados no grupo AF, com diferença estatisticamente significativa entre os grupos. CONCLUSÕES: Os pacientes com AF apresentam retardo puberdade e crescimento, com maior recuperação do déficit da estatura em relação ao peso na idade adulta. As mulheres com AF na amostra estudada não apresentaram dificuldade em relação à fertilidade, aspecto que diferenciou nos homens e que merece ser investigado neste grupo. O papel do HDL-c no risco cardiovascular e a abordagem terapêutica de seus níveis reduzidos nos pacientes com AF devem ser considerados para futuras pesquisas, a fim de prevenir doença cardiovascular nesta população. São necessários estudos futuros para avaliar a correlação da deficiência de vitamina D na densidade mineral óssea destes pacientes, assim como o impacto de sua reposição na prevenção e tratamento da osteopenia e osteoporose nestes pacientes.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1306129 - ELENILDE GOMES SANTOS
Presidente - 3113466 - KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
Externo à Instituição - SIMONE SANTANA VIANA

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