UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: LIDIANE CARINE LIMA SANTOS
18/01/2016 12:18


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIDIANE CARINE LIMA SANTOS
DATA: 04/02/2016
HORA: 08:30
LOCAL: sala 26 Centro de Pesquisas Biomédicas
TÍTULO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, SÓCIO-DEMOGRÁFICO E PSICOSSOCIAL DA DOENÇA DE CHARCOT-MARIE-TOOTH
PALAVRAS-CHAVES: doença de Charcot-Marie-Tooth, epidemiologia, prevalência e saúde pública.
PÁGINAS: 114
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é a afecção neurológica geneticamente determinada mais comum em todo o mundo. Caracteriza-se por provocar uma degeneração lenta e progressiva dos nervos periféricos, levando à atrofia e à fraqueza dos músculos distais dos membros. CMT é classificada em 2 subgrupos principais: CMT tipo 1 (CMT1), forma desmielinizante e CMT tipo 2 (CMT2), forma axonal. Os objetivos deste estudo foram realizar uma revisão sistemática sobre a prevalência da doença de CMT no mundo, assim como avaliar o perfil epidemiológico, sociodemográfico e psicossocial de famílias com a doença de CMT1 e CMT2 da região sul do Estado de Sergipe. Métodos: uma pesquisa abrangente na literatura foi realizada utilizando como base de dados a MEDLINE-PubMed, Web of Science, Scopus, e CINAHL (janeiro de 1990 a maio de 2015). Além disso, foi realizado um estudo epidemiológico descritivo, observacional e transversal, por meio de entrevista e avaliação clínica de pacientes e familiares com a doença CMT1 e CMT2 nos municípios de Tobias Barreto, Pedrinhas e Itabaianinha- SE, a coleta de dados incluiu avaliação das características sociodemográficas, parâmetros antropométricos, hábitos de vida, condições clínicas, co-morbidades, saúde mental (níveis de ansiedade e depressão), padrão de comportamento sexual feminino e perfis ginecológicos e obstétricos. Resultados: 12 artigos foram incluídos na revisão sistemática, a prevalência CMT variou de 9,7/ 100.000 habitantes na Sérvia para 82,3/ 100.000 na Noruega. A frequência dos principais subtipos nos países variou de 37,6% a 84% CMT1 e de 12% para 35,9% CMT2. Já no estudo em Sergipe foram entrevistados 90 indivíduos de 5 famílias com CMT, não houve diferença significativa no perfil epidemiológico entre os indivíduos das famílias CMT1 e CMT2, a forma CMT1 representou 51% dos casos enquanto CMT2, 48% dos casos; a maioria apresentou início do surgimento dos sinais e sintomas na infância; uma média de 56,5% não tem instrução ou cursaram o ensino fundamental incompleto. Não foram observados elevados níveis de ansiedade e depressão. Verificou-se alteração na atividade sexual em 47% das mulheres, 88% relataram o uso de preservativo raramente ou nunca; os métodos contraceptivos mais utilizados foram os anticoncepcionais oral e injetável; a média do número de gestações foi de 2,55. Conclusão: os resultados revelam as lacunas que ainda existem no conhecimento epidemiológico de CMT em todo o mundo. Estudos publicados têm diferentes qualidades e metodologias que limitam uma conclusão sólida. São necessárias pesquisas futuras com foco em características epidemiológicas da CMT em diferentes nações e diferentes grupos étnicos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1315121 - DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
Externo à Instituição - EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES
Externo ao Programa - 2137199 - PAULA SANTOS NUNES

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