UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: MANUELA ANDRADE DE ALBUQUERQUE
14/01/2016 12:48


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MANUELA ANDRADE DE ALBUQUERQUE
DATA: 29/01/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula do PPGCS
TÍTULO: Perfil Clínico e Epidemiológico da Hanseníase em Nossa Senhora do Socorro, Sergipe, Brasil.
PALAVRAS-CHAVES: Hanseníase; Epidemiologia; Análise Espacial
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

A hanseníase é uma doença crônica, infecciosa, sistêmica, causada pelo bacilo, Mycobacterium Leprae, que pode afetar ambos os sexos, em todas as idades. É um problema de saúde pública mundial, e no Brasil é considerada endêmica. Em 2014, obteve uma taxa de detecção de casos na população geral de 14,99/100.000 hab. O município de Nossa Senhora do Socorro/Se mantem um padrão elevado dessas taxas, bem como uma irregularidade das mesmas. Estudos epidemiológicos e o conhecimento sobre fatores de risco da doença são importantes, pois facilitam o monitoramento da mesma e consequentemente proporcionam um melhor direcionamento das estratégias preventivas, diagnósticas e terapêuticas. O objetivo desse estudo foi investigar o perfil clínico e epidemiológico da hanseníase no município de Nossa Senhora do Socorro, bem como analisar espacialmente a distribuição dos casos da hanseníase. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, de campo exploratório, com abordagem quantitativa. Foram incluídos na pesquisa todos os indivíduos diagnosticados com hanseníase (n=40) residentes no município de Nossa Senhora do Socorro, notificados nas UBS do município, Hospital Universitário e Centro de Especialidades Médicas de Aracaju, no ano de 2014 e utilizado um grupo controle com 69 pessoas. Para a coleta dos dados foram utilizadas Fichas de Notificação/Investigação da Hanseníase do SINAN, o Inquérito de Fatores de Risco e o método de posicionamento instantâneo de um ponto coletado pelo GPS. Foram analisadas as variáveis clínicas e epidemiológicas, e a regressão logística descreveu a associação entre as variáveis independentes e os casos de hanseníase. Foi verificada uma prevalência conhecida de 2,28 casos/10.000, com uma prevalência total de 15,61/10.000, sugerindo que 233 casos não foram diagnosticados no município. Os pacientes possuíam uma média de idade de 48,1±19 anos, eram em sua maioria do gênero masculino, pardos e possuíam classificação operacional multibacilar, com predomínio da forma clínica virchowiana. Foi encontrada uma associação significativa entre a presença de casos atuais de hanseníase no domicílio e a presença de outras doenças no indivíduo, com a infecção pela hanseníase. Da mesma forma, analisando em conjunto, escolaridade, rendimento médio familiar, presença de casos antigos de hanseníase no domicílio e outras doenças associadas foi verificada influência significativa dessas variáveis sobre o surgimento de casos de hanseníase (p=0,049). A localização dos casos de Hanseníase demonstrou distribuição espacial heterogênea na zona urbana do município e foram observados quatro aglomerados importantes na região estudada, dois ao norte e dois ao sul, com destaque para região do Marcos Freire II. O estudo epidemiológico e da distribuição espacial da hanseníase pode ser usado como ferramenta epidemiológica no direcionamento das ações e recursos, para que se possa reduzir a expansão da doença.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Externo ao Programa - 2864087 - JADER PEREIRA DE FARIAS NETO
Externo ao Programa - 1618424 - PEDRO DANTAS OLIVEIRA

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