UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: PAULA MICHELE DOS SANTOS LEITE
01/12/2015 13:57


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA MICHELE DOS SANTOS LEITE
DATA: 17/12/2015
HORA: 09:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Dor,função motora e psicoemocional de pacientes com lombalgia crônica não-radicular
PALAVRAS-CHAVES: lombalgia, dor, funcionalidade, psicoemocional, qualidade de vida
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

A lombalgia é uma condição comum, debilitante e incapacitante, sendo a segunda principal causa de dor em cerca de 70 a 85% dos indivíduos, em algum momento da vida. Apesar de 90% dos casos agudos de lombalgia serem resolvidos em até seis semanas, cerca de 7% dos indivíduos desenvolvem a lombalgia crônica, o que afeta vários aspectos de sua vida como os sensoriais, funcionais, psicoemocionais e qualidade de vida. Supostamente quanto maior a dor, maior seria o déficit nesses aspectos, entretanto, essa relacão ainda não foi bem estabelecida. Dessa forma, os objetivos do presente estudo foram comparar os fatores sensitivos, funcionais, psicoemocionais e a qualidade de vida em pacientes com lombalgia crônica não-radicular em detrimento da magnitude da dor; analisar, de forma detalhada, os aspectos álgicos e as características da dor nesses sujeitos; avaliar a funcionalidade dos indivíduos; observar o perfil psicoemocional destes pacientes; investigar a qualidade de vida dos sujeitos. Participaram deste estudo de corte transversal pacientes com lombalgia não-radicular, que tivessem pelo menos 12 semanas de dor lombar. Após avaliação, os sujeitos foram alocados em 3 grupos de estudo, de acordo com a magnitude de sua dor relatada na Escala Numérica da Dor (0 – 10). Os grupos foram Dor Leve, Dor Moderada e Dor Intensa. Além da Escala Numérica da Dor, foram utilizados o questionário de dor de McGill, algometria por pressão, estesiometria, somação temporal e modulação condicionada da dor para investigar os aspectos álgicos. A funcionalidade foi analisada através da força e flexibilidade muscular, Questionário Oswestry Disability Index (ODI) e Questionário de Incapacidade Roland Morris (QIRM). Para observar os aspectos psicoemocionais, foram utilizados a Escala de Catastrofização da Dor (ECD), Escala de Cinesiofobia de Tampa (ECT) e a versão brasileira do questionário Fear Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ). A qualidade de vida foi investigada através do Questionário EQ-5D. Houve diferença estatística significativa entre os grupos nas variáveis Força (P = 0,004), FABQ-Phys (P = 0,014) e Oswestry (P = 0,001). O mesmo não pôde ser observado nas demais variáveis sensoriais e psicoemocionais, bem com na qualidade de vida. A funcionalidade parece ser o principal fator que se apresenta de forma diferente com o aumento do nível de dor dos pacientes. Aspectos sensoriais e psicoemocionais parecem influenciar o quadro do paciente de forma semelhante, independente da intensidade de dor relatada por ele. O fato de a dor ser crônica parece ser suficiente para desencadear alterações sensoriais e psicoemocionais de intensidade semelhante, independente do nível de dor.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2693948 - MIBURGE BOLIVAR GOIS JUNIOR
Externo ao Programa - 6186553 - ROSEMEIRE DANTAS DE ALMEIDA
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO

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