UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: NATÁLIA LIMA DE BARROS CAETANO
19/11/2015 11:41


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATÁLIA LIMA DE BARROS CAETANO
DATA: 10/12/2015
HORA: 15:00
LOCAL: sala 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos por pacientes submetidos a tratamento contra o câncer na rede privada de saúde do estado de Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Oncologia. Fitoterapia. Medicina tradicional
PÁGINAS: 59
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A Fitoterapia e as Plantas Medicinais (PM) são usadas para tratamento, cura e prevenção de doenças. Essa prática milenar tem ganhado destaque devido a seu elevado uso por pacientes oncológicos, os quais veem, nessas estratégias, uma forma de ter controle sobre a doença. Porém, geralmente, tanto os pacientes quanto os profissionais da saúde desconhecem as possíveis interações que podem existir entre as PMs e o tratamento convencional que pode causar danos ao aumentar a toxicidade dos antineoplásicos comprometendo a eficácia terapêutica. Portanto, o presente estudo teve como objetivo caracterizar o uso de PM/Fitoterápicos por pacientes oncológicos atendidos na rede privada de saúde do estado de Sergipe. Foram entrevistados pacientes maiores de 18 anos em tratamento antineoplásico e utilizado um questionário validado por VIEIRA (2008). As análises estatísticas foram realizadas utilizando o Microsoft Excel versão 2007. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. Dentre os 331 indivíduos entrevistados, 64,65% eram procedentes da capital do estado, Aracaju. A média de idade foi de 59,3 anos com predomínio do sexo feminino 66,77%. O paclitaxel foi o antineoplásico administrado com mais frequência (8,76%). Quanto ao uso de PM/Fitoterápicos, 49,55% afirmaram fazer uso dessa prática milenar. Em relação ao As PM mais utilizadas foram erva cidreira (43,29%), camomila (39,02%) e boldo (29,89%); e os fitoterápicos mais frequentes foram própolis (3,05%) e avelós (1,83%). A razão de uso mais frequente foi “melhorar a qualidade de vida” e a maioria dos indivíduos (53,66%i) informou ao oncologista que fazia uso de PM e/ou fitoterápicos. Foi detectada uma potencial interação planta-medicamento entre a planta medicinal capim santo Cymbopogon citratus (DC.) Stapf e o antineoplásico ciclofosfamida. Trinta (30) dias após a entrevista os indivíduos foram reavaliados sobre a continuidade do uso de PM e/ou fitoterápicos, o resultado obtido foi que apenas 17 (10,36%) descontinuaram o uso dessa prática alternativa, sendo que 10 (6,09%) foram excluídos do estudo devido a óbito. Diante desses resultados, é urgente a implementação de um plano terapêutico racional do uso de PM/Fitoterápicos em oncologia, a fim de garantir uma farmacoterapia segura ao paciente minimizando o risco de potenciais interações.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1964297 - CRISTIANI ISABEL BANDERO WALKER
Presidente - 2030649 - MAIRIM RUSSO SERAFINI
Externo à Instituição - SIMONE SANTANA VIANA

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