UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 28 de Setembro de 2021


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Banca de DEFESA: FÁBIO LEAL SANTOS DA SILVA
28/07/2015 09:38


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FÁBIO LEAL SANTOS DA SILVA
DATA: 31/07/2015
HORA: 08:00
LOCAL: SALA 1 - PPGAGRI
TÍTULO: Efeitos do estresse biótico sobre os componentes de produção, trocas gasosas e fluorescência da clorofila a em quatro variedades de cana-de-açúcar
PALAVRAS-CHAVES: Saccharum ssp, Raquitismo-de-soqueira (RSD), Leifsonia xyli subsp. xyli (Lxx), Matocompetição, Brachiaria decumbens Stapf
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

O Brasil é o principal produtor mundial de cana-de-açúcar (Saccharum ssp.) e tal atividade encontra-se em contínua expansão no país, o que pode ser constatado devido ao aumento crescente tanto da capacidade produtiva como das áreas agrícolas destinadas à cultura. No entanto, o setor sucroenergético brasileiro vem passando por sérias dificuldades, decorrentes principalmente de uma política nacional desfavorável sendo, por isso, cada vez mais importante promover o incremento da produtividade para assegurar a rentabilidade do setor. Nesse sentido, os estudos acerca dos fatores de estresse – que podem ser entendidos como um conjunto de condições ambientais desfavoráveis que limitam o desenvolvimento da planta – são fundamentais para prevenir/reduzir as perdas em canaviais. Dentre os fatores de estresse bióticos (causados por organismos vivos) estão aqueles causados por doenças e pela mato-competição. Os sintomas decorrentes de estresses podem não ser evidentes, sendo as características fotossintéticas, como trocas gasosas e fluorescência da clorofila a, eficientes indicadores sobre as respostas das plantas às condições ambientais estressantes, ainda que essas sejam sutís. Assim, o presente estudo teve por objetivo avaliar o comportamento de quatro variedades de cana-de-açúcar submetidas aos estresses causados pela bactéria Leifsonia xyli subsp. xyli (Lxx) – agente causal da doença Raquitismo da soqueira – e pela competição com a planta infestante Brachiaria decumbens Stapf., correlacionando os dados de produção com as respostas ecofisiológicas decorrentes do estresse. Para tanto, segmentos de colmo com apenas uma gema foram plantados em bandejas plásticas e mantidos em casa de vegetação para germinação, sendo posteriormente transplantados para o campo, onde, após o desenvolvimento das plantas foram mensurados os parâmetros de produção (biométricos e tecnológicos), a fluorescência da clorofila a e as trocas gasosas de plantas sujeitas ou não aos fatores de estresse mencionados. Foi utilizado o delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro repetições, e os esquemas de parcelas subsubdivididas para as análises ecofisiológicas e de parcelas subdivididas para as análises dos componentes de produção. As parcelas foram compostas por quatro variedades de cana-de-açúcar (CO997, RB867515, RB92579 e RB951541); as subparcelas, pela indução ou não de fatores de estresse, e as subsubparcelas (no caso das análises ecofisiológicas), por dias após o primeiro corte (160 e 260 dias). Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk e posteriormente à análise de variância (ANAVA). Para a comparação das médias, foi utilizado o teste de Tukey (P ≤ 0,05) para o fator “variedades” e o teste t de Student para os demais fatores. Em relação às plantas inoculadas com Lxx, os parâmetros analisados sofreram poucas alterações em comparação às testemunhas, provavelmente porque outros fatores ambientais como nutrição do solo e disponibilidade hídrica foram favoráveis às plantas, fazendo com que a doença permanecesse assintomática. Já o estresse causado pela competição com B. decumbens foi decisivo para que houvesse comprometimento dos parâmetros ecofisiológicos com decorrente redução acentuada de produtividade. De uma maneira geral, constatou-se que a variedade RB 867515 apresentou o melhor desempenho no que diz respeito à tolerância aos fatores de estresse, enquanto a variedade CO 997 foi a mais susceptível.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1562875 - LUIZ FERNANDO GANASSALI DE OLIVEIRA JUNIOR
Externo ao Programa - 1432726 - PAULO ROBERTO GAGLIARDI
Externo à Instituição - MARCELO DE MENEZES CRUZ

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