UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: NATASHA MORAES DE ALBUQUERQUE
10/07/2015 14:19


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATASHA MORAES DE ALBUQUERQUE
DATA: 29/07/2015
HORA: 10:00
LOCAL: Sala multiuso do PPEC
TÍTULO: Ocorrência e Densidade de Mamíferos de Médio e Grande Porte em um Fragmento de Mata Atlântica em Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: parâmetros populacionais; mamíferos; disponibilidade de recurso; Mata Atlântica; Nordeste
PÁGINAS: 16
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

O bioma Mata Atlântica (MA) compreende um diversificado conjunto de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, fortemente influenciados pelas características climáticas e geográficas na qual estão localizados, como características edáficas, de relevo, pluviosidade, amplitude térmica e temperatura média, entre outros. Apresenta também enclaves e interpenetrações de outros ecossistemas florestais e não florestais, ocorrendo associada aos ecossistemas costeiros de mangues, restingas, matas de tabuleiro, entre outros. Tamanha heterogeneidade é refletida em uma das maiores biodiversidades do planeta, com mais de 2000 espécies de animais, sendo 270 de mamíferos, e alto nível de endemismo. Desse total, 38 espécies de mamíferos se encontram em algum grau de ameaça de extinção, devido, principalmente, à redução do habitat e caça predatória. A MA abriga mais de 70% da população brasileira, o que representa forte pressão antrópica, além de ter sido o primeiro e principal bioma a sofrer com os intensos processos da colonização Europeia. Atualmente, existem cerca de 27% da cobertura original em diferentes estágios de regeneração, sendo que, destes, apenas 8,5% são remanescentes com tamanho maior que 100 hectares. Diante desse cenário, o bioma foi considerado um dos 34 hotspots para a conservação do planeta, por combinar alta diversidade da fauna e da flora ao alto grau de endemismo e uma grande redução de habitat. É, portanto, imprescindível a realização de estudos com relação aos parâmetros populacionais da fauna, distribuição, autoecologia, entre outros, fundamentais para o estabelecimento de diretrizes para conservação das espécies. Em Sergipe, o cenário é semelhante ao nacional, uma paisagem altamente fragmentada com cerca de 10% de remanescentes florestais, com a maior parte dos fragmentos com menos de 100 ha. Associado a esse cenário de alta fragmentação, ainda existem lacunas de conhecimento sobre a fauna de Sergipe, se fazendo necessário a aplicação de mais estudos para suprir essas deficiências. Portanto, o objetivo do presente trabalho é estabelecer parâmetros populacionais para mamíferos de médio e grande porte, correlacionados com a disponibilidade de recurso e estrutura das diferentes fitofisionomias presentes em um remanescente florestal de Mata Atlântica, no estado de Sergipe. A área do estudo é um fragmento de aproximadamente 800 ha de Restinga Arbórea (11º08'07"S, 37º18'43"W) com incrustações de Floresta Estacional Semidecídual, localizado no município de Itaporanga d’Ajuda, em Sergipe. Apesar de sofrer constante pressão antrópica (caça, retirada de madeira, entre outros), o fragmento é relativamente bem conservado, podendo ser encontradas algumas espécies ameaçadas como o macaco-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), o guigó-de-Coimbra-Filho (Callicebus coimbrai), a preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), entre outros. Os dados de densidade serão coletados entre junho de 2015 e janeiro de 2016, ao longo de quatro transecções com 2 km cada (totalizando 8 km) através do método de Transecção Linear – sendo amostrados tanto mamíferos arborícolas, quanto terrícolas – durante cinco dias em cada mês, a uma velocidade aproximada de 1km/h, percorrendo 12 km por dia. Para a amostragem botânica referente à disponibilidade de recurso, serão estabelecidas 32 parcelas fixas (20 m x 5 m), oito em cada transecção. Serão considerados indivíduos (plantas) de hábito arbóreos com CAP igual ou maior a 10 cm, marcados com placas de alumínio e acompanhados durante o estudo para a fenologia, considerando as diferentes fenofases (botão, flor, fruto verde, fruto maduro, queda foliar e brotamento), estimadas através do método semi-quantitativo, considerando a intensidade de cada fenofase de acordo com a escala de Fournier. Com relação à estrutura do hábitat, nas parcelas supracitadas, os indivíduos arbóreos serão identificados e tomadas as medidas estruturais para avaliar os parâmetros fitossociológicos, tais como altura de dossel, CAP, e presença de lianas, bromélias e epífitas. Então, a frequência de avistamentos nos diferentes transectos será correlacionada com a estrutura do habitat e disponibilidade de recurso através do Coeficiente de Correlação de Spearman.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Externo à Instituição - PATRICIO ADRIANO DA ROCHA
Externo à Instituição - RAONE BELTRÃO MENDES

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