UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ANTONIO SANTOS DIAS
07/07/2015 16:50


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO SANTOS DIAS
DATA: 30/07/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Local Sala de Vídeo Conferencia Polo de Gestão Centro de Vivencia UFS
TÍTULO: Abarema cochliacarpa (Gomes) Barneby & J. W. Grimes: caracterização química e potencial biológico
PALAVRAS-CHAVES: Abarema cochliacarpa; antioxidante; cicatrização; citotoxicidade; metabólitos secundários
PÁGINAS: 118
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
SUBÁREA: Etnofarmacologia
RESUMO:

RESUMO

Dias, Antônio Santos Dias. Abarema cochliacarpa (Gomes) Barneby & J. W. Grimes: caracterização química e potencial biológico. Orientador: Dr. Charles dos Santos Estevam. RENORBIO – UFS.

Abarema cochliacarpa (Fabaceae), planta endêmica do Brasil e conhecida em Sergipe como “Barbatimão”, é utilizada na medicina popular como anti-ulcerogênica, anti-inflamatória, analgésica e, principalmente, como cicatrizante, entre outros usos. Diante de seu uso intenso como cicatrizante, atrelado ao fato de ser pouco explorada, cientificamente, e pelo crescente risco de extinção, o presente trabalho objetivou avaliar o efeito cicatrizante da microemulsão feita da fração hidrometanólica da sua entrecasca e investigar o potencial químico, antioxidante, antitumoral e citotóxico de extratos e frações desta planta. Para tanto, foi realizada a prospecção fitoquímica dos extratos aquoso (EAF) e hidroetanólico (EHEF) das folhas, quando foram detectadas catequinas, flavonoides e flavonois, entre outros metabólitos. O conteúdo de fenois totais, flavonoides e flavonois foi quantificado no EAF e EHEF. Com relação aos fenois totais, não houve diferença significativa entre eles (ρ < 0,05), com valores de 0,260 ± 0,005 e 0,285 ± 0,015 mg.g-1 de Equivalente Ácido Gálico, respectivamente. Flavonóis apresentaram valores de 180,2 ± 0,05 e 57,72 ± 0,01 µg.mg-1 Equivalente Rutina (ER), respectivamente, para EAF e EHEF. No que diz respeito à entrecasca, o extrato hidroetanólico (EHEE) e as frações hidrometanólica (FHM) e acetato de etila (FAE) apresentaram valores de flavonois semelhantes às folhas, sendo que a concentração mais alta foi de 172,74 ± 0,08 µg.mg-1 ER observada no EHEE. O composto majoritário da FHM foi isolado por CLAE para dar 37 mg de substância, que foi identificada como (+)-catequina através de RMN de 1H e 13C e comparados com dados da literatura. EHEF e EAF demonstraram potencial antioxidante frente ao 2,2 difenil-1-picril hidrazila. EAF obteve CE50 28% inferior à do ácido gálico, enquanto pelo método das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, preveniu 38,56% da lipoperoxidação induzida por H2O2 (200 µg.mL-1). Para avaliar o potencial cicatrizante, produziu-se a microemulsão da fração hidrometanólica a 10% (MFHM 10%), que foi caracterizada e testada em feridas abertas de Rattus novergicus. Análise de raios-X a baixo ângulo mostraram que a microemulsão estava em transição para cristal líquido tipo lamelar. Essa microemulsão apresentou potencial antioxidante com CE50 24,87 ± 0,62 µg.mL-1 e efeito cicatrizante com 55,18% de retração das feridas dos animais que a receberam topicamente até o 7º dia experimental e 100% no 21º dia de tratamento. Provavelmente isto não ocorreu pela ação de (+)-catequina, haja vista que ele é inibidor do TGF-β (fator de crescimento de fibroblastos-beta) que participa da diferenciação miofibroblástica, células responsáveis pelo processo de retração. Não obstante, observou-se menor deposição de colágeno I no 21º dia, em comparação à do grupo veículo e sem tratamento, provavelmente devido ao remodelamento cicatricial. Quanto ao efeito citotóxico, nenhum dos extratos ou frações foi capaz de inibir mais que 75% da viabilidade celular de macrófagos J774. Por outro lado, EAF e EHEE, com CI50 de 24,30 e 26,47 µg.mL-1, respectivamente, foram ativos como agente anticâncer frente à HL-60. Em conclusão, MFHM 10% tem efeito cicatrizante e os extratos da A. cochliacarpa detêm substâncias responsáveis pelo seu potencial antioxidante, antitumoral e citotóxico.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDREA YU KWAN VILLAR SHAN
Externo à Instituição - ANTONIO EUZEBIO GOULART SANT''''ANA
Externo ao Programa - 3553547 - BRANCILENE SANTOS DE ARAUJO
Externo ao Programa - 1199629 - CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
Presidente - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Externo à Instituição - HENRIQUE FONSECA GOULART
Externo ao Programa - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA

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