UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: BRENO DE ARAUJO BATISTA
01/05/2015 20:20


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRENO DE ARAUJO BATISTA
DATA: 15/05/2015
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do CCBS/HU
TÍTULO: Fatores associados ao atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de boca em Sergipe e mudanças na qualidade de vida de pacientes à espera do tratamento oncológico
PALAVRAS-CHAVES: Câncer de Boca, Qualidade de Vida.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

O câncer de boca é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Apesar de décadas de combate à doença, com políticas públicas baseadas em campanhas de prevenção e programas de assistência oncológica, ainda são observadas altas taxas de incidência da doença em diversas regiões do país, bem como um atraso em seu diagnóstico e tratamento, afetando sobremaneira o prognóstico dos pacientes. O objetivo deste estudo foi identificar os fatores associados ao atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de boca em Sergipe e as mudanças na qualidade de vida de pacientes à espera do tratamento oncológico. Um estudo observacional, com período de seguimento longitudinal, foi realizado incluindo 37 pacientes com câncer de boca. Foram coletados dados referentes às características sociodemográficas, consumo de cigarro e álcool, localização do tumor primário e tempo decorrido para o diagnóstico definitivo (Td) e início do tratamento oncológico (Tt). O estadiamento clínico e a qualidade de vida, mensurada através dos questionários EORTC QLQ-C30 e EORTC QLQ-H&N35, foram avaliados no momento do diagnóstico definitivo e no início do tratamento oncológico. As medianas foram usadas como ponto de corte para diferenciar o grupo de pacientes com atraso no diagnóstico / tratamento daqueles sem demora. A mediana para Td foi de 4 meses, e 51,4% (n=19) dos pacientes foram classificados como tendo atraso no diagnóstico da doença. Para Tt, a mediana calculada foi de 3 meses, e 58,1% (n=18) dos pacientes foram categorizados como tendo atraso no início do tratamento oncológico. O atraso no diagnóstico da doença esteve associado ao sexo masculino (p=0,005), ao baixo nível de escolaridade (p<0,001) e pela falta de percepção da presença de uma malignidade na cavidade oral (p=0,032). Nenhum fator inerente ao paciente esteve associado ao atraso no início do tratamento. A espera pelo tratamento oncológico levou 16 (43,2%) pacientes a uma piora do estadiamento clínico, dos quais 6 foram a óbito, além de mudanças negativas na qualidade global de vida (p<0,001), e nos domínios físico (p<0,001), de rotina (p<0,001), emocional (p<0,001) e social (p<0,001). Também foram observados aumento da fadiga (p<0,001), da sintomatologia dolorosa (p<0,001), dificuldade de deglutição (p<0,001), distúrbios de sono (p = 0,003), dificuldades financeiras (p = 0,040), e diminuição do interesse sexual (p<0,001) e do contato social (p<0,001). Portanto, conclui-se que a espera pelo tratamento oncológico repercute negativamente em vários domínios da qualidade de vida dos pacientes diagnosticados com câncer de boca no Estado.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1695058 - MARCO ANTONIO PRADO NUNES
Presidente - 426457 - MARTA RABELLO PIVA
Externo à Instituição - THIAGO DE SANTANA SANTOS

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