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Banca de DEFESA: SERGIO SILVA DE ARAUJO
29/04/2015 17:38


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SERGIO SILVA DE ARAUJO
DATA: 12/06/2015
HORA: 09:00
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO: APROPRIAÇÃO DOS RECURSOS NETURAIS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS NO BAIXO SÃO FRANCISCO EM SERGIPE E ALAGOAS.
PALAVRAS-CHAVES: bacia hidrográfica, barragem, regularização das vazões, sistêmica, percepção ambiental, representações sociais, racionalidade ambiental, desenvolvimento sustentável, índice de sustentabilidade.
PÁGINAS: 381
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A população que vive dentro do baixo São Francisco em Sergipe e Alagoas enfrentagraves problemas decorrentes dos modos de apropriação dos recursos naturais,promovido pelo Estado, cujas barragens ao longo da calha do rio são as maioresprotagonistas na utilização dos recursos hídricos. O setor elétrico tem se apropriado daágua e do solo, gerando impactos ambientais que interferem nas práticas sociais, naforma de utilização dos territórios e dos recursos disponíveis na bacia hidrográfica pelascomunidades ribeirinhas. O objetivo geral da tese é analisar o modelo de apropriaçãodos recursos naturais frente aos impactos ambientais gerados a jusante da Hidrelétricade Xingó. Os Objetivos Específicos são: a) levantar e analisar as características sociais,econômicos e ambientais dos municípios que compõem o baixo São Francisco; b)identificar, tipificar e analisar os conflitos socioambientais em torno da produção dearroz, da produção da pesca artesanal e da extinção da Ilha do Cabeço; c) analisar apercepção ambiental dos moradores da ilha do Cabeço/Brejo Grande/SE e; d) levantar eanalisar a sustentabilidade socioambiental no baixo São Francisco e exibir os resultadospor meio do Polígono de Impacto Antropogênico elaborado no gráfico radar. Asatividades antropogênicas decorrentes do modelo de apropriação vigente no país, noâmbito da geração de energia por hidroeletricidade, introduzem impactos indesejáveisno meio ambiente natural. Esses impactos são percebidos nas mudanças da qualidade daágua, solo, fauna, flora e hidrodinâmica dos rios. O baixo rio São Francisco é palcodesse modelo de apropriação dos recursos. Isto justifica o trabalho, numa perspectivainterdisciplinar de analise. O referencial teórico contribuiu com o suporte necessáriopara a análise acerca dos processos sociais que envolvem os conflitos e dentre eles, adistribuição desigual ao acesso e controle sobre os recursos do ambiente natural. Essesfundamentos deram sentido ao caminho tomado, ou seja, o modelo de apropriação dosrecursos naturais geram impactos ambientais, cujos reflexos alteram as práticas sociais,o uso dos territórios e dos recursos, que por sua vez, introduz conflitos sociais esocioambientais. O objeto de estudo, os municípios e o meio ambiente no baixo cursodo rio São Francisco, de Xingó até a sua foz, nos Estados de Sergipe e Alagoas noperíodo do ano de 1990 a 2010. O método de análise foi qualiquantitativa, exploratóriadescritiva, com visitas ao campo para levantamento dos impactos ambientais, fazerregistros fotográficos digitais e entrevistas, cuja intenção foi mostrar os diferentes usosdos recursos da bacia hidrográfica e as consequências que se sucederam à construção dabarragem de Xingó. Os indicadores sociais relacionados à extrema pobreza, mortalidadeinfantil e taxa de analfabetismo; econômicos relacionados à renda per capita, à produçãorizicultora, à pesca artesanal e; ambientais relativos à vazão do rio, água encanada eesgotamento sanitário inadequado. Os atores entrevistados na pesquisa são pescadores,agricultores, membros do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco emoradores do povoado Cabeço. Os conflitos socioambientais encontram-se em torno docontrole dos recursos e são distributivos, pois apresentam desigualdades no acesso. Emtorno dos impactos e espaciais, devido a sua extensão. Em torno do sagrado outerritorial, pois desterritorializa comunidades. A percepção ambiental dos moradores docabeço imbrica elementos tangíveis e intangíveis. Concluiu-se que a regularização dasvazões do rio influenciou no comportamento dos índices de sustentabilidade, naprodução de arroz, na pesca, na qualidade de vida dos ribeirinhos e no meio ambiente.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2177263 - ANTENOR DE OLIVEIRA AGUIAR NETTO
Interno - 2579022 - GREGORIO GUIRADA FACCIOLI
Externo ao Programa - 4178490 - INAJA FRANCISCO DE SOUSA
Interno - 2273536 - LAURA JANE GOMES
Externo ao Programa - 426495 - MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
Externo à Instituição - RAQUEL FRANCO DE SOUZA LIMA

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