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Banca de DEFESA: THOMAZ DE FRANÇA E SILVA
27/04/2015 14:43


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THOMAZ DE FRANÇA E SILVA
DATA: 30/04/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Sala do PPEC
TÍTULO: IDENTIDADE E DIVERSIDADE GENÉTICA DE ESPÉCIES DE OSTRAS NATIVAS NO ESTADO DE SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Ostreicultura, Crassostrea, Conservação, Identidade, Genética
PÁGINAS: 42
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
RESUMO:

O cultivo de ostras, ou ostreicultura, é uma atividade pesqueira que vem crescendo ao longo
dos anos para suprir a demanda comercial no Brasil. Nos estuários brasileiros, duas ostras
nativas apresentam a maior representação populacional para este tipo de molusco:
Crassostrea rhizophorae e Crassostrea brasiliana. Devido à grande semelhança e por também
possuírem hábitos ecológicos relativamente próximos, as poucas variações morfológicas entre
as duas espécies prejudicam a identificação visual, tornando-se necessária análises genéticas
para poderem ser diferenciadas. Tendo em vista o setor pesqueiro, a identificação das ostras
cultivadas é essencial para o aumento da produtividade, além de possibilitar o uso sustentável
e responsável dos recursos naturais. O transporte de um organismo para outro habitat, com
finalidade econômica, pode desencadear diversos prejuízos para o ecossistema, portanto é
preciso certificar que há fluxo gênico entre os locais para evitar tais danos ecológicos. Para
isso, pode ser utilizada uma análise dos haplótipos de DNA entre as amostras para estimar a
estruturação genética. O presente trabalho utilizou amostras de DNA extraídas do músculo
adutor da concha de 180 ostras coletadas em três estuários de Sergipe: São Francisco, Vaza
Barris e Piauí-Real. Os níveis de variabilidade foram determinados através da amplificação de
dois genes mitocondriais: DNA ribossomal16S, para a identificação das espécies e citocromo
oxidase I (COI), utilizado para identidade genética e diversidade populacional. Dos 156
indivíduos identificados 49 eram C. rizophorae e 107 C. brasiliana, sendo que as duas
espécies coocorreram nos três estuários analisados. C. brasiliana é mais frequente em locais
de salinidade mais baixa e também junto aos sítios de ostreicultura. O marcador COI
apresentou o mesmo nível de polimorfismo para as duas espécies, 14 haplótipos para C.
rhizophorae e 12 haplótipos para C. brasiliana. O teste AMOVA detectou a inexistência de
estruturação geográfica nas populações das duas espécies, devido ao baixo valor de fixação
FST. De acordo com os dados obtidos, é possível afirmar que há grande fluxo gênico entre as
populações das duas espécies de ostras nativas dos estuários analisados. A maior diversidade
genética para C. brasiliana encontra-se no estuário do complexo fluvial Piauí-Real, podendo
estar relacionada ao sentido Norte-Sul das correntes marinhas nessa região, que favorece a
migração de larvas para estuários do Sul, entretanto dificulta o fluxo de haplótipos exclusivos
do complexo Piauí-Real para estuários localizados ao Norte. Por outro lado, a maior
diversidade para C. rhizophorae foi encontrada no rio Vaza Barris, devido a ausência de
criatórios comerciais de ostras nativas neste estuário, levando em consideração que nos
viveiros são cultivadas ostras da espécie C. brasiliana, por possuir melhor desempenho para
fins comerciais. Dessa forma, pode-se concluir que, do ponto de vista genético, a translocação de ostras nativas entre os estuários, para cultivo não afetaria as populações locais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLAUDIA MOURA DE MELO
Presidente - 1690189 - EDILSON DIVINO DE ARAUJO
Interno - 2180134 - SILMARA DE MORAES PANTALEAO

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