UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: DIANA MELO DE MATOS
27/04/2015 11:21


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIANA MELO DE MATOS
DATA: 18/05/2015
HORA: 09:00
LOCAL: sala de aula 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Evolução para Hipotireoidismo Congênito Permanente e Transitório no Programa de Triagem Neonatal em Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Triagem Neonatal. Hipotireoidismo Congênito. Tireotropina.Hormônios tireoidianos.
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Objetivos:A introdução dos programas de triagem neonatal (PTN) propiciou o aumento na detecção do hipotireoidismo congênito (HC). Este aumento pode estar ligado às condições demográficas (predomínio em ibéricos e asiáticos), ambientais (temperatura e ingestão de iodo),e inclusão de casos de hipotireoidismo transitório e da hipertirotropinemia, definida pela elevação moderada do TSH com T4 normal. O objetivo principal deste estudo foi avaliar em crianças com teste de triagem neonatal alterado no programa de triagem neonatal em Sergipe, no nordeste do Brasil, a evolução para condição permanente ou transitória. Esta região apresenta temperatura média de 25,5 Cº, e uma população com alto grau de miscigenação (entre a etnia branca de ascendência ibérica, e as etnias negra e indígena). Outro objetivo adicional foi avaliar a incidência média do HC permanente, da hipertirotropinemia e do HC transitório.

Sujeitos e métodos:Foi realizada revisão dos prontuários dos pacientes convocados no período de 2004 a 2010, com TSH neonatal e confirmatório alterados(maior que 5,2 µU/ml e 4,2 µU/ml, respectivamente), acompanhados no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe. A partir dos valores do TSH sérico confirmatório, os pacientes foram classificados como HC inicial: TSH sérico > 10,0 µU/ml; ou suspeito: TSH sérico > 4,2 µU/ml e ≤ 10,0 µU/ml. A partir da evolução, o diagnóstico final incluiu três categorias. HC permanente: crianças com TSH > 10,0 µU/ml, com ou sem uso de l-tiroxina e crianças com TSH > 4,2 µU/ml e ≤ 10,0 µU/ml, com T4 livre ou T4 totais baixos (menor que 0,79 ng/dl e 7,2 µg/dl, respectivamente), sem uso de l-tiroxina. Hipertirotropinemia: TSH sérico > 4,2 µU/ml e ≤ 10,0 µU/ml, T4 livre e T4 total normais, sem uso del-tiroxina. HC transitório: TSH sérico ≤ 4,2 µU/ml, T4 livre e T4 total normais, sem uso de l-tiroxina. A incidência média do HC permanente, da hipertirotropinemia e do HC transitório no período foi calculadadividindo-se o número de pacientes com cada uma das três condições pelo número total de crianças triadas entre 2004 a 2010.

Resultados: Foram realizadas 193794 triagens sendo 713 (0,368%) alteradas. Destas, 317 apresentaram exame sérico confirmatório alterado. Foram encontrados 276 prontuários, porém 72 apresentavam pendências para fechar o diagnóstico final (perda de seguimento ou sem critérios para diagnóstico final). Desta forma, nossa amostra correspondeu a 204 prontuários (28,6% dos testes alterados ou 64,5% dos testes confirmados). No diagnóstico inicial tivemos 37 casos de HC (18,1%) e 167 suspeitos (81,9%). No diagnóstico final tivemos 46 casos de HC permanente (22,5%); 56 de hipertirotropinemia (27,5%) e 102 de HC transitório (50,0%). Dos 37 casos HC inicial encontramos 23 (62,2%) de HC permanente; 9 (24,3%) de hipertirotropinemia; e 5 (13,5%) de HC transitório. Dos 167 suspeitos encontramos 23 (13,8%) de HC permanente, 47 (28,1%) de hipertirotropinemia e 97 (58,1%) de HC transitório. Em relação ao diagnóstico final encontramos uma incidência média de 1:4166 de HC permanente, 1:3448 de hipertirotropinemia e 1:1887 de HC transitório. 86,5 % das crianças com diagnóstico inicial de HC e 41,9 % das suspeitas apresentam condição permanente (HC ou hipertirotropinemia).

Conclusões: O seguimento das crianças seja com o diagnóstico inicial de HC ou de suspeição é necessário para caracterizar a permanência ou transitoriedade do distúrbio, haja vista que a predição da evolução destas crianças é difícil.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2179750 - KARLA FREIRE REZENDE
Externo à Instituição - LUIZ DE LACERDA FILHO
Presidente - 426411 - MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA

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