UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 15 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: PABLO FERREIRA SANTANA
23/02/2015 11:25


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PABLO FERREIRA SANTANA
DATA: 26/02/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Pólo de Gestão da UFS
TÍTULO: EFEITOS DE UM SANGRADOURO NA MACROFAUNA BENTÔNICA DE UMA PRAIA ARENOSA TROPICAL.
PALAVRAS-CHAVES: Ecologia, macrobentos, Salinidade, Sergipe, Hastula cinerea
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Sangradouros são cursos d’água que fazem parte da drenagem da planície costeira, dando escoamento às águas pluviais coletadas no pós duna. Podem desempenhar importante papel no transporte de sedimentos e alterar os padrões de distribuição da macrofauna ao longo da praia, reduzindo valores de abundância e riqueza de espécies em áreas próximas à sua descarga. Este trabalho tem como objetivo analisar os impactos de um sangradouro na macrofauna bentônica de uma praia arenosa tropical. Além disso, foi realizado um experimento em laboratório para verificar a tolerância do gastrópode Hastula cinerea à redução de salinidade. Para isso, foram realizadas 2 campanhas amostrais na praia da Aruanda (Aracaju-SE). Foram coletadas amostras biológicas, do sedimento e da água do lençol freático em 4 transectos perpendiculares à linha da costa distando 0, 25, 50 e 100 metros do sangradouro. O teste de Kruskal-Wallis mostrou diferenças significativas somente para salinidade entre as variáveis ambientais (H = 9,30; p < 0,05 e H = 18,84; p < 0,001, na primeira e segunda campanha, respectivamente). Na primeira campanha, a abundância aumentou conforme nos distanciamos do sangradouro, um padrão que foi percebido também para o número de espécies. Contudo, na segunda campanha, um pico de Donax gemmula no sangradouro tornou esse o ponto mais abundante. Apesar disso, a PERMANOVA não mostrou diferenças significativas na composição da comunidade entre os transectos. O experimento com H. cinerea testou a tolerância da espécie à redução de salinidade utilizando-se 5 tratamentos (0, 8, 16, 24 e 32 de salinidade) por um período de até 48 horas. Foi verificado que a espécie consegue suportar salinidades entre 16 e 34 por pelo menos 48 horas e que em salinidades igual ou inferior a 8 a população tende a perder mais de 50% dos seus indivíduos após cerca de 23h. Além disso, apesar de sobreviver nessas condições hiposalinas, os organismos se mantêm em estado de quiescência retraídos em suas conchas a fim de evitar um desequilíbrio osmótico.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2081991 - ANDREA NOVELLI
Externo ao Programa - 426682 - CARMEN REGINA PARISOTTO GUIMARAES
Presidente - 2716270 - LEONARDO CRUZ DA ROSA

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