UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: SUYARE ARAUJO RAMALHO
20/02/2015 11:32


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUYARE ARAUJO RAMALHO
DATA: 27/02/2015
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de Vídeo Conferencia da RENORBIO , Polo de Gestão da Universidade Federal de Sergipe
TÍTULO: MONITORAMENTO DE COMPOSTOS BIOATIVOS E DAS ATIVIDADES ANTIENZIMÁTICAS DA α-LUCOSIDASE E α-AMILASE LIGADAS A DIABETES TIPO II EM FRUTAS E FERMENTADOS DE FRUTAS
PALAVRAS-CHAVES: α-glucosidase, α-amilase, Fenólicos Totais, CLAE-DAD, Frutos Tropicais, Probióticos.
PÁGINAS: 219
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
SUBÁREA: Ciência de Alimentos
ESPECIALIDADE: Química, Física, Fisico-Química e Bioquímica dos Alim. e das Mat-Primas Alimentares
RESUMO:

RESUMO

Doenças crônicas ligadas à oxidação estão em ascensão e são uma das principais causas de morte a nível mundial. A evidência epidemiológica aponta cada vez mais para o consumo de frutas como forma preventiva a fim de gerenciar os estágios iniciais de doenças crônicas, como a Diabetes tipo II. Os compostos fenólicos não agem somente como antioxidantes, mas também, estimulam as atividades antienzimáticas através de vias que auxiliam na proteção celular. Dessa forma, o principal objetivo desta pesquisa foi estender o conceito de fermentação láctica à base de resíduos de frutas na exploração de potenciais anti-hiperglicêmicos e anti-hipertensivos em modelos in vitro. Este design de alimentos funcionais foi racionalizado com base a ligação antidiabética, anti-hipertensiva e nas alterações bioquímicas dos fenólicos presentes nas frutas sendo mediadas por bactérias probióticas. Inicialmente, realizou-se um screening dos pós liofilizados das polpas, cascas e sementes de 11 frutos de coloração intensa: jamelão (Syzygium cumini); caqui (Diospyros kaki L.); jabuticaba (Myrciaria cauliflora); uva vermelha (Vitis vinifera L.); uva roxa (Euterpe edulis); ameixa (Prunus domestica); pitanga (Eugenia uniflora L); caju (Anacardium occidentale); acerola (Malpighia emarginata); açaí (Euterpe oleracea) e mangaba (Hancornia speciosa) a fim de verificar o potencial anti-hiperglicêmico e anti-hipertensivo e sua relação com os antioxidantes e compostos fenólicos presentes em cada parte da fruta. A partir disto, foram selecionados as cascas de 8 destes frutos (acerola, uva roxa, caju, mangaba, açaí, caqui, jamelão e jabuticaba), com altos e baixos potenciais antienzimáticos, a fim de avaliar os mesmos parâmetros iniciais e o efeito destes durante a fermentação. Em adição, compostos bioativos presentes em produtos de origem natural (chás pretos e bebidas fermentadas a partir de frutos tropicais) foram identificados e quantificados usando o sistema de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada com Detector de Arranjos de Diodos (CLAE-DAD). Os resultados mostraram que os pós das frutas possuem elevados teores de compostos fenólicos totais (642,82 a 11064,44 µg GAE.g-1) bem como expressiva atividade antioxidante medida pelo radical DPPH•, nas polpas de jamelão (90,32%), pitanga (92,50%), acerola (92,76%) e mangaba (95,71%), assim como na casca de caju (93,33%) e sementes de acerola (93,86%). Os extratos das polpas e dos resíduos foram capazes de expressar inibição da α-amilase de moderada a alta variando de 29,55% na casca do caqui a 93,77% na polpa da jabuticaba para extratos etanólicos e de 23,98% nos sementes da ameixa a 97,36% na casca da jabuticaba para extratos aquosos, com exceção da casca da fruta mangaba que não apresentou inibição em nenhuma das extrações. As inibições máximas das α-glucosidase e ACE, respectivamente, foram alcançados pelas sementes do jamelão (99,61%, 96,43%) da uva vermelha (99,83%, 99,30%), cascas da jabuticaba (99,61%, 70,90%), da acerola (98,93%, 99,76%), do caju (90,71%, 99,86%), do açaí (93,46%, 98,82%) e sementes da pitanga (99,55%, 78,33%). No entanto, o resíduo da mangaba não apresentou inibição para α-glucosidase e, teve baixa atividade antienzimática da ACE (22,38%). Além disto, foram identificados nas polpa e resíduos das frutas os ácidos gálico (0,02 a 7,05 mg/g dw), p-cumárico (0,002 a 0,84 mg/g dw) e clorogênico (0,001 a 1,01 mg/g dw); além da catequina (0,002 a 2,02 mg/g dw), rutina (0,001 a 2,56 mg/g dw), resveratrol (0,002 a 1,40 mg/g dw) e o ácido ascórbico (0,001 a 22,78 mg/g dw). De modo geral, os resultados obtidos pelo grupo das frutas vermelhas (pitanga, acerola, uva vermelha, caju, caqui e mangaba) apresentaram melhor correlação entre o DPPH, fenólicos totais e α-glucosidase, com destaque para suas sementes, que apresentaram forte correlação entre todos os parâmetros estudados. Durante a fermentação láctica, os resíduos mantiveram um perfil fitoquímico consistente com o melhoramento da funcionalidade biológica, indicando um aumento no potencial antioxidante nas 72h de fermentação. No entanto, a taxa de inibição da α-amilase diminuiu com o tempo de fermentação para todas as amostras, com exceção do caju que teve um aumento após 24h. A casca de mangaba, que antes não possuía taxa inibitória da α-glucosidase, apresentou inibição após as 48h (14,8%) e foi aumentando ao longo da fermentação, atingindo valor máximo de 25% após 72h. Porém, o fermentado de jamelão e açaí mantiveram valores constantes em relação a taxa inibitória desta enzima (98,30%, 80%) enquanto a acerola e o caqui diminuíram sua taxa de inibição da α-glucosidase após 48h de fermentação. Estes dados podem contribuir para o controle nas primeiras fases da hiperglicemia pós-prandial, característica da diabetes tipo 2 e servem de referência para estudos bioquímicos e clínicos com outros resíduos de frutas tropicais.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2335200 - CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
Externo ao Programa - 2505573 - LUCIANA CRISTINA LINS DE AQUINO SANTANA
Externo ao Programa - 2027473 - MARCELO CAVALCANTE DUARTE
Presidente - 6330812 - NARENDRA NARAIN
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA

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