UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: CLAUDIA PATRICIA SOUZA TELES
12/02/2015 10:12


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDIA PATRICIA SOUZA TELES
DATA: 27/02/2015
HORA: 14:00
LOCAL: sala de aula 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: PREDIÇÃO DE EVENTOS CARDIOVASCULARES EM HIPERTENSOS E NORMOTENSOS COM ANATOMIA CORONARIANA CONHECIDA E ISQUEMIA MIOCÁRDICA.
PALAVRAS-CHAVES: Hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronária, ecocardiografia sob estresse físico, prognóstico
PÁGINAS: 77
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Após a transição demográfica, as doenças do aparelho circulatório passaram a ser as principais causas de morbidade e mortalidade em país desenvolvido e em um grande número de países em desenvolvimento. Elas são responsáveis por 18 milhões de mortes ao ano no mundo, sendo a doença aterosclerótica coronária (DAC) e doenças cerebrovasculares (DCV) responsáveis por 2/3 desses óbitos e, aproximadamente, 22% dos 55 milhões de óbitos por todas as causas. Diagnóstico precoce, bem como estratificação de risco, é de fundamental importância prognóstica e a ecocardiografia sob estresse físico (EEF) é ferramenta prática e versátil para esse fim. O objetivo da pesquisa é avaliar o valor prognóstico da EEF em normotensos (G1) e hipertensos (G2) portadores de isquemia miocárdica e submetidos a cineangiocoronariografia; comparar características clínicas, ecocardiográficas, cineangiocoronarioráficas e avaliar a ocorrência de eventos cardíacos maiores (ECM) - óbito, infarto agudo do miocárdio (IAM) não-fatal, cirurgia de revascularização miocárdica (CRM), angioplastia de coronária (ATC) e acidente vascular cerebral (AVC) - entre os grupos. Trata-se de uma coorte retrospectiva de 423 pacientes submetidos à EEF, entre janeiro de 2001 a novembro de 2014. Foram estudados dois grupos: G1 143 (33,8%) e G2 280 (66,2%), e a pesquisa de eventos foi realizada através de contato telefônico. A idade média dos pacientes foi 58,8 anos, sendo 208 (49,2%) homens e 215 (50,8%) mulheres. Ao comparar respectivamente G1 e G2, observou-se diferença significativa quanto à idade (55,76 ± 11,4 e 60,36 ± 10,39; p<0,0001), IMC (26,44 ± 3,6 e 28,42 ± 4,53; p < 0,0001), diabetes mellitus (17 (22,97%) e 57 (77,03%); p= 0,03), dislipidemia (82 (27,06%) e 221 (72,94%); p<0,0001), revascularização miocárdica prévia (7 (17,07%) e 34(82,93%); p=0,01), história familiar de DAC (79 (28,83%) e 195 (71,17%); p = 0,003), uso de IECA ou BRA (5 (2,04%) e 240 (97,96%); p<0,0001) e uso de betabloqueadores (26 (22,61%) e 89 (77,39%); p=0,003). O grupo G2 apresentou maior índice de massa ventricular esquerda (89,86±23,88 e 96,94±24,99; p=0,005), obteve menor tempo na esteira ergométrica (3,03±1,05 e 2,68±0,97; p=0,004) e apresentou maior freqüência de DAC (28,57% vs 71,43%; p=0,008). Ocorreram 103 eventos, 25 (24,3%) no G1 e 78 (75,7%) no G2. Considerando evento variável binária, G2 apresentou freqüência maior que G1 (17,48% vs 27,86%, p= 0,019). A estimativa de sobrevivência pela curva de Kaplan-Meyer demonstrou prognóstico significativamente pior não apenas no grupo de indivíduos portadores de HAS, mas também nos portadores de DAC. No teste de log-rank ao estratificar ocorrência de eventos para DAC essa diferença desapareceu. Na regressão de Cox apenas o gênero masculino apresentou significância estatística. Isso corrobora a hipótese de que em ambas as populações do estudo, independente dos níveis pressóricos, quem prediz evento cardiovascular é a presença de DAC e o gênero masculino.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1933157 - CARLA RAQUEL OLIVEIRA SIMOES
Presidente - 2380197 - JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
Externo à Instituição - MARCOS ANTONIO ALMEIDA SANTOS

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