UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: THAYSA SAMANTA BEZERRA
10/02/2015 11:15


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAYSA SAMANTA BEZERRA
DATA: 26/02/2015
HORA: 15:00
LOCAL: sala de aula 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIAS E FATORES EPIDEMIOLÓGICOS EM CRIANÇAS AOS 5 ANOS DE IDADE EM ARACAJU-SE
PALAVRAS-CHAVES: criança, fatores de risco, sistema respiratório, epidemiologia.
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

As doenças respiratórias são consideradas problemas de saúde pública mundial, principalmente em países em desenvolvimento onde os índices de morbidade e mortalidade infantil são maiores. Os fatores epidemiológicos que influenciam a saúde materna especialmente no período gestacional e as condições ambientais e socioeconômicas a que o menor é exposto são determinantes da saúde respiratória infantil; no entanto suas inter-relações ainda estimulam reflexões. Este estudo objetivou avaliar prevalência de distúrbios respiratórios e fatores epidemiológicos e analisar associação entre eles em crianças aos cinco anos de idade. A amostra do estudo foi constituída da coorte “Estudo Epidemiológico-Social da Saúde Perinatal de Partos Hospitalares da Grande Aracaju” nos dois momentos em que foram coletados, 2005 e 2010, com exames clínicos e questionários referentes a fatores de risco e saúde respiratória infantil. Foi realizada análise descritiva, bivariada utilizando o teste Qui-quadrado de Pearson e multivariada pela regressão de Poisson modificado de erros padrões robustos. Os dados foram considerados estatisticamente significativos quando valor de p≤0,05. Foram avaliadas 429 crianças, 55% do sexo masculino, com peso e comprimento/ altura adequados, em maioria, aleitamento materno: 91%, exposição ao fumo passivo: 28%. Variáveis maternas: 3% de asma anterior à gestação e 6% durante o período gestacional, parto normal: 72% com idade da mãe no parto, em média 25 anos, escolaridade materna menor ou igual a 8 anos de estudo e situação de trabalho fora do lar em ambas avaliações. Quanto às condições socioeconômicas: auxílio governamental: 31% em 2005 e 67% em 2010, renda familiar: entre 1 a 3 salários mínimos. No ambiente: dormitório arejado em 58%, dividido com adultos em 43%, mofo localizado no quarto: 16% e material de cozinhar sem resíduos em 98%. A prevalência de distúrbios respiratórios infantis representou 58%, sendo maior o índice de infecção respiratória: 47%, seguido de alergia respiratória: 24% e asma: 10%. Os fatores epidemiológicos para infecção respiratória foram: rouquidão contínua e parto normal como risco e dividir dormitório com crianças maiores como proteção. Para alergia respiratória, os fatores associados como risco são ronca no sono, rouquidão contínua e animais domésticos e escolaridade materna ≤ 8 anos de estudo e prática de atividade física como proteção. Asma foi associada à falta de ar e parente asmático como risco e escolaridade materna ≤ 8 anos de estudo como proteção. Este estudo desenvolvido em Aracaju- SE com crianças aos 5 anos de idade e suas respectivas mães revelou que os distúrbios respiratórios estão vinculados à fatores pertinentes à infância, às condições maternas, socioeconômicas e ambientais, dessa forma as crianças necessitam de diagnóstico e abordagem precoces para evitar morbidades crônicas e consequentemente, alterações na saúde respiratória levando a déficit na qualidade de vida a longo prazo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - KÍLDANE MARIA ALMEIDA GUEDES
Presidente - 426691 - MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
Interno - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES

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