UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: DANIELLE RODRIGUES RIBEIRO
09/02/2015 15:12


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELLE RODRIGUES RIBEIRO
DATA: 27/02/2015
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 20, Bloco F da Universidade Tiradentes
TÍTULO: EFEITO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL E QUIMIOPREVENTIVO DA PRÓPOLIS VERMELHA BRASILEIRA EM MODELOS MURINO
PALAVRAS-CHAVES: Extratos vegetais, própolis, sarcoma 180, carcinogênese, DMBA, triagem de medicamento antitumoral.
PÁGINAS: 142
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Morfologia
SUBÁREA: Histologia
RESUMO:

EFEITO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL E QUIMIOPREVENTIVO DA PRÓPOLIS VERMELHA BRASILEIRA EM MODELOS MURINO. 2015. 142p. Qualificação da Tese (Pós-Graduação em Biotecnologia, Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO), ponto focal: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes, Aracaju-SE.

Grande Área: Ciências Biológicas

Área/subárea: Morfologia - Histologia

Especialidade: Produtos Naturais

Área de concentração: Biotecnologia em Saúde

Linha de Pesquisa: Desenvolvimento de Agentes Profiláticos, Terapêuticos e Testes Diagnósticos.

Apesar dos efeitos da própolis verde Brasileira em tumores malignos serem amplamente explorados, o potencial antitumoral e quimiopreventivo da variedade vermelha deste produto ainda é pouco conhecido. O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antitumoral e quimiopreventivo da administração oral do extrato hidroalcoólico da própolis vermelha brasileira (EHPV) em modelos murino. Para tanto, o EHPV foi obtido e caracterizado por cromatografia líquida ultrarápida. Em seguida, foi realizado ensaio da atividade antitumoral in vivo utilizando modelo sarcoma 180 (S180). Células tumorais S180 (2x106 células/0,2mL) foram implantadas em 30 camundongos, que foram separados em cinco grupos (n=6) e tratados com administração intraperitoneal EHPV nas doses de 10, 50 e 100 mg/kg, 5FU na dose de 25mg/kg e veículo 0,9 %. Posteriormente, 30 outros camundongos foram utilizados para o ensaio de quimioprevenção da carcinogênese perioral. A carcinogênese foi induzida com aplicação tópica do DMBA á 0,5% em comissura labial esquerda, enquanto solução salina foi aplicada do lado direito como controle (CTR) 3 vezes na semana não consecutivos. O EHPV foi administrado por via oral nas doses de 10, 50 e 100 mg/kg (EHPV10, EHPV50 e EHPV100, respectivamente), enquanto água destilada e Tween 80 á 2% foram administrados para os grupos controles negativos (TUM1 e TUM2) em dias alternados á aplicação do DMBA. Os animais foram monitorados diariamente para registro do aparecimento de tumores clínicos. Após 26 semanas, os animais foram eutanasiados e os tumores removidos para análise macro e microscópica. Os dados obtidos foram analisados ​​por ANOVA (teste de Tukey) e teste do qui-quadrado, e as diferenças entre os grupos foram consideradas significativas quando p <0,05. A análise cromatográfica identificou três compostos principais: formononetina (23.29±0.06 mg/g), biochanina A (0.67±0.01 mg/g) e daidzeína (0.38±0.01 mg/g). No ensaio com sarcoma 180, o índice médio de inibição do crescimento tumoral obtido com a administração de EHPV nas doses de 50 e 100 mg/kg foi estatisticamente semelhante ao obtido com o quimioterápico padrão (5FU) (p>0,05). No ensaio de quimioprevenção, a administração oral de EHPV inibiu 40% de crescimento em EHPV50 e EHPV100, bem como promoveu um retardo de três semanas no desenvolvimento de tumores clinicamente detectáveis em todos os grupos tratados com EHPV. Após 26 semanas os grupos TUM1 e TUM2 apresentaram volumes tumorais médios significativamente maiores que EHPV10, 50 e 100 (p<0,05). A análise histológica revelou que os tumores representavam carcinoma de células escamosas bem diferenciados e que houve desenvolvimento de lesões displásicas em amostras clinicamente livres de tumor. A análise da expressão imunohistoquímica das proteínas associadas ao ciclo celular Ki67 e p16INK4a não apresentou diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Os resultados sugerem que o extrato hidroalcoólico da própolis vermelha brasileira exerce atividade antitumoral em modelo Sarcoma 180 nas doses de 50 e 100 mg/kg e quimiopreventiva na progressão da displasia epitelial induzido pelo DMBA em carcinoma epidermóide oral em modelo experimental de carcinogênese perioral (labial) nas doses administradas. Além disso, o efeito antitumoral não se mostrou associado com a modulação da atividade proliferativa das células tumorais.

Palavras-chave: Extratos vegetais, própolis, sarcoma 180, carcinogênese, DMBA, triagem de medicamento antitumoral.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JULIANA CORDEIRO CARDOSO
Interno - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Interno - 138.707.468-74 - MARGARETE ZANARDO GOMES
Externo à Instituição - PATRICIA SEVERINO
Presidente - 849.876.344-49 - RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR
Externo ao Programa - 1547944 - SARA MARIA THOMAZZI
Externo à Instituição - SONIA OLIVEIRA LIMA

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