UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 13 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JULIETE PEDREIRA NOGUEIRA
05/02/2015 17:27


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIETE PEDREIRA NOGUEIRA
DATA: 27/02/2015
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE AULA DO LAF
TÍTULO: IDENTIFICAÇÃO DOS COMPOSTOS VOLÁTEIS, DO PODER ODORÍFERO E DO PERFIL DE AROMA DE ÓLEO EXTRAÍDO DE RESÍDUOS DO PROCESSAMENTO DE GRAVIOLA (Annona muricata L.)
PALAVRAS-CHAVES: aromatizante, análise sensorial, cromatografia gasosa, espectrometria de massas.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
RESUMO:

A industrialização da graviola (Annona muricata L.) é importante para a economia das regiões Norte e Nordeste, uma vez que gera renda, empregos e fortalece a economia nacional. Entretanto, ela também gera resíduos potencialmente danosos ao meio ambiente, caso estes não tenham um tratamento ou destino adequados. Assim, o presente trabalho teve por objetivo estudar o aproveitamento de resíduos do processamento da polpa de graviola para a produção de óleo aromático. As sementes foram submetidas à secagem sob fluxo constante de ar a 45°C, em secador Pardal PE 100, até umidade inferior a 10%. O material desidratado foi moído e submetido à prensagem a frio em prensa hidráulica (TECNAL, modelo TE-098) a uma força de 14 toneladas. O óleo obtido foi caracterizado fisico e quimicamente quanto à densidade relativa, índice de refração, teor de umidade e índices de acidez, de saponificação, de iodo e de peróxidos. Os compostos voláteis presentes no óleo foram identificados comparativamente à polpa processada de graviola. Os voláteis foram isolados por HS-SPME utilizando a fibra CAR/PDMS, separados em dois tipos de coluna capilar, HP-5 (30m x 0,25mm, 0,25 µm) e DB-Wax (30m x 0,25mm, 0,25 µm), e identificados por GC/MS (Agilent, modelo GC 7890A/5975C). As condições de isolamento dos voláteis do óleo pela fibra foram otimizadas variando-se a temperatura de extração (30 a 60°C) e o tempo de adsorção (15 a 60 minutos), utilizando-se um delineamento fatorial 22, com 4 pontos axiais e 3 repetições do ponto central (DCCR), totalizando 11 ensaios. A condição otimizada foi determinada pela ferramenta Desirability do software Statistica 12.0. A identificação dos voláteis foi realizada por meio dos espectros de massa disponíveis na biblioteca NIST/EPA/NIH (versão 2.0, 2008) e dos índices de retenção obtidos experimentalmente e na literatura científica. Uma equipe treinada determinou o poder odorífero e o perfil sensorial do óleo de forma comparativa à polpa e aos óleos comestíveis comerciais de abóbora e de pêssego, utilizando respectivamente uma escala de estimativa de magnitude e Análise Descritiva Quantitativa. O óleo extraído das sementes de graviola apresentou umidade igual a 0,15%, densidade de 0,9479 g/cm3, índice de refração de 1,4665; índice de acidez igual a 1,11 mg KOH/g, índice de iodo de 87,98 cgI2/100g, índice de saponificação de 192,89 mg KOH/g e índice de peróxidos de 6,45 meq O2.kg-1. Um total de 37 compostos foram identificados no óleo, dos quais 11 eram ésteres (representando 47,2% da área total do cromatograma), 11 aldeídos (~24% a.t), 7 terpenos (~3,8% a.t.), 3 ácidos (~4,8% a.t.), 1 álcool (~0,5% a.t.), entre outros. Dentre esses compostos, hex-2-enoato de metila, hexanoato de metila e but-2-enoato de etila representam os majoritários no óleo. Nove voláteis majoritários na polpa foram também identificados no óleo. O poder odorífero do óleo mostrou-se entre 2 a 3 vezes superior ao da polpa de graviola, sendo que uma solução de 1,4 mL óleo/100 mL de propileno glicol apresentou mesma intensidade de aroma que uma solução de 50mL polpa fresca/100 mL de água. Essa mistura do óleo em propileno glicol apresentou as mesmas notas de aroma de graviola, doce, cítrico, frutal e refrescante presentes na polpa de graviola, porém em intensidades inferiores. Por outro lado, a mistura óleo/propileno glicol também apresentou notas fracas de aroma de maresia, óleo aquecido, ranço e madeira, que também foram detectadas nos óleos comerciais de abóbora e pêssego. O aproveitamento das sementes oriundas do processamento da graviola para a extração do óleo aromático por prensagem a frio mostrou-se viável, apresentando bom rendimento.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - Aline Telles Biasoto Marques
Presidente - 1786979 - MARIA APARECIDA AZEVEDO PEREIRA DA SILVA
Interno - 6330812 - NARENDRA NARAIN

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