UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: THIAGO ABNER DOS SANTOS SOUSA
05/02/2015 12:39


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THIAGO ABNER DOS SANTOS SOUSA
DATA: 02/03/2015
HORA: 09:00
LOCAL: sala de aula 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: EFEITO DA MOBILIZAÇÃO ARTICULAR NA NOCICEPÇÃO E NA ATIVIDADE MOTORA EM MODELO ANIMAL DE DOR MUSCULOESQUELÉTICA INFLAMATÓRIA
PALAVRAS-CHAVES: Mobilização articular; Hiperalgesia; Atividade Motora; Depressão
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Introdução:A dor musculoesquelética pode ser consequência conhecida do esforço repetitivo, do uso excessivo e de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. O manejo terapêutico da dor musculoesquelética envolve tratamento farmacológico e fisioterapia. Na prática clínica fisioterapêutica, a mobilização articular (MA) é frequentemente utilizada como recurso analgésico. No entanto, os efeitos da mobilização articular entre os graus de pequena e grande amplitude nas articulações periféricas,na nocicepção e na atividade locomotora ainda não são bem esclarecidos cientificamente. Objetivo: Investigar os efeitos da mobilização articular periférica na nocicepção, na atividade motora e na depressão em modelo animal de dor musculoesquelética inflamatória.Método: Para tanto, 18 ratos Wistar machos (250 a 300g) receberam injeção de solução de carragenina e caolina (0,1mL) no joelho esquerdo para induzir inflamação articular. Foram realizadas mobilizações articulares de grau I (n=6) e grau III (n=6) diferenciados pelo grau de amplitude articular. Os animais controles (n=6) foram mantidos dentro de uma luva durante o mesmo tempo dos animais que foram submetidos a intervenção terapêutica. Todos os testes foramfeitos com o experimentador encoberto para o tipo de tratamento. O protocolo de mobilização articular foi feito em três séries de três minutos com um intervalo de um minuto entre as séries, durante três dias intercalados a partir do terceiro dia pós-indução. Foram mensurados a hiperalgesia mecânica secundária (von Frey digital), deslocamento motor espontâneo (campo aberto) e atividade locomotora através da velocidade média, tempo de atividade e tempo de rearing (monitor de atividades-IR). Essas medidas foram realizadas antes e 24 horas após a indução e antes e depois de cada dia de tratamento. Os dados foram expressos como média ± EPM. Diferenças entre grupos foram analisadas pelo teste ANOVA monocaudal seguido de teste Tukey e as diferenças intragrupos foram analisadas pelo teste t pareado. Resultados: Após indução da inflamação musculoesquelética articular, houve redução do limiar de retirada da pata em todos os grupos (p<0,001). Os grupos MA I e MA III mostraram aumento significativo do limiar de retirada da pata (p=0,05) 48 horas após a intervenção nos dias D5 e D7, mostrando efeito analgésico não imediato da MA. Houve redução significativa da velocidade média (p<0,001) nos grupos MA I e MA III no dia D1, 24 horas após a indução. Observou-se aumento significativo da velocidade (p=0,02) no grupo MA III 48 horas após intervenção terapêutica nos dias D5 e D7. Imediatamente após a aplicação da terapia no grupo MA III, houve redução da velocidade média (p<0,03) nos dias D3 e D7 e (p<0,03) no dia D5 após a aplicação da MA I e MA III. Houve aumento significativo do tempo de rearing (p<0,03) no grupo MA III 48 horas após a intervenção no dia D7, evidenciando efeito não imediato da MA grau III na atividade motora exploratória. O tempo de atividade foi significativamente reduzido (p<0,002) nos grupos MA I e MA III em relação ao momento antes da indução da inflamação musculoesquelética. Os dados mostraram aumento do tempo de atividade (p<0,01) 48 horas após a intervenção no grupo MA III nos dias D5 e D7. No deslocamento espontâneo, houve aumento do número de quadrantes transpassados (p<0,04) nos grupos MA I e MA III 48 horas após a intervenção nos dias D5 e D7, sugerindo, assim, redução dos níveis de depressão. Não houve diferença significativa entre os grupos tratados em nenhuma das variáveis avaliadas. Conclusão: Conclui-se que a mobilização articular realizada nos graus I e III teve um efeito não imediato na redução da hiperalgesia e dos níveis de depressão, a MA grau III teve um melhor efeito não imediato na atividade motora consequente a uma inflamação musculoesquelética em joelho de ratos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Presidente - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA
Externo à Instituição - MORGANA DUARTE SILVA

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