UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: DIANA MELO DE MATOS
05/02/2015 08:03


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIANA MELO DE MATOS
DATA: 02/03/2015
HORA: 11:00
LOCAL: sala de aula 26 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: Incidência do Hipotireoidismo Congênito Permanente e Transitório em Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Hipotireoidismo congênito. Hipotireoidismo transitório. Triagem neonatal.
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A introdução dos programas de triagem neonatal (PTN) propiciou um aumento da incidência do hipotireoidismo congênito (HC). Este aumento pode estar ligado às condições demográficas e ambientais das diferentes populações como também da inclusão de casos de hipotireoidismo transitório, que remitem espontaneamente ou após a suspensão do tratamento, e da hipertirotropinemia, definida pela elevação moderada do TSH com T4 normal. Embora não seja unânime, ambas as condições merecem tratamento. O objetivo principal deste estudo foi avaliar a frequência de HC permanente e transitório no Programa de Triagem Neonatal em Sergipe (PTN-SE), no nordeste do Brasil, região cuja população apresenta alto grau de miscigenação entre as etnias negra, branca e indígena, com 60% de ascendência ibérica. Foi realizada revisão dos prontuários dos pacientes convocados pelo PTN-SE no período de 2004 a 2010, com TSH neonatal alterado (maior que 5,2 µU/ml) e TSH confirmatório alterado (maior que 4,2 µU/ml), acompanhados no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe. A partir dos valores do primeiro TSH sérico, T4 livre sérico e T4 total sérico os pacientes foram classificados quanto ao seu diagnóstico inicial comoHC inicial: TSH sérico > 10,0 µU/ml; ou > 4,2 µU/ml e ≤ 10,0 µU/ml, com T4 livre ouT4 total menores que os valores normais (0,79 µU/ml e 7,2 µU/ml, respectivamente); suspeito: TSH sérico > 4,2 µU/ml e≤ 10,0 µU/ml com T4 livre e T4 total normais. O diagnóstico finala partir da evolução, incluiuHC permanente:TSH > 10,0 µU/ml em crianças com ou sem medicação; TSH > 4,2 µU/ml e≤ 10,0 µU/ml, com T4 livre ou T4 total baixos,sem uso de medicação;HC transitório:TSH sérico ≤ 4,2 µU/ml, T4 livre e T4 total normais,sem uso de medicação; hipertireotropinemia: TSH sérico > 4,2 µU/ml e ≤ 10,0 µU/ml, T4 livre e T4 total normais, sem uso de medicação. Entre 2004 a 2010 foram realizadas pelo PTN-SE 193.794 triagens sendo 713 (0,368%) alteradas para HC. Destas, 317 apresentaram exames séricos alterados, sendo 59 HC inicial (incidência de 1/3285) e 258 suspeitos (incidência1/751). Foram encontrados 276 prontuários, sendo que 72 apresentavam pendências para fechar o diagnóstico final (perda de seguimento). Desta forma, nossa amostra correspondeu a 204 prontuários. O diagnóstico inicial incluiu 38 (18,6%) HC e 166 (81,4%) suspeitos. O diagnóstico final 46 (22,5%)HC permanente; 102 (50,0%) HC transitório; e 56 (27,5%) hipertirotropinemia.Dos 38 casos de HC inicial encontramos 60,5% HC permanente;15,8% HC transitório; e 23,7% hipertirotropinemia. Dos 166 casos suspeitos encontramos 13,9% HC permanente, 28,3% hipertirotropinemia e 57,8% HC transitório. Em relação ao diagnóstico final encontramos uma incidência de 1/4213 de HC permanente,1/1900 de HC transitório e1:3460de hipertirotropinemia. Se somarmos os casos de HC permanente e de hipertirotropinemia encontramos 1/1900 casos de doença permanente.84,2 % das criançascom diagnóstico inicial de HC e 42,2 % das suspeitas apresentamdoença permanente (HC ou hipertirotropinemia). Este achado justifica a adequação dos pontos de corte para as populações estudadas. O seguimento das crianças com diagnóstico inicial e suspeição é necessário para caracterizar a permanência ou transitoriedade do distúrbio.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1933157 - CARLA RAQUEL OLIVEIRA SIMOES
Externo ao Programa - 1306129 - ELENILDE GOMES SANTOS
Externo ao Programa - 2179750 - KARLA FREIRE REZENDE

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