UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 31 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: ANA JOVINA BARRETO BISPO
27/01/2015 11:13


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA JOVINA BARRETO BISPO
DATA: 13/02/2015
HORA: 09:00
LOCAL: sala de aula 27 Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES PULMONARES NA LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA
PALAVRAS-CHAVES: Leishmaniose Visceral. Doença Pulmonar, Intersticial. Espirometria.
PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose grave de ampla incidência mundial. Caracteriza-se pelo envolvimento sistêmico e alto potencial de letalidade. O pulmão, assim como qualquer outro órgão, pode estar envolvido na sua patogênese. A tosse é um sintoma descrito com frequência nas formas sintomáticas da LV, porém, pouco estudada. As principais alterações pulmonares descritas são histológicas e imunológicas, caracterizadas por uma resposta inflamatória predominantemente intersticial e padrão imunológico do tipo Th2. Existe, no entanto, uma lacuna envolvendo as características funcionais pulmonares. Este estudo, de delineamento transversal, objetivou descrever a sintomatologia e a radiologia pulmonar, e, também, determinar a frequência de alterações espirométricas em pacientes portadores de LV, através da realização de avaliação clínica, exame físico, radiografia de tórax e espirometria em pacientes com diagnóstico de LV durante sua internação. Participaram do estudo 33 pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, no período de julho de 2013 a julho de 2014. A amostra ficou assim caracterizada: metade dos pacientes possuía idade até 14 anos; houve predominância do sexo masculino (72,7%); a maior parte dos pacientes foi procedente da capital do Estado (42,2%); 87,9% dos indivíduos tiveram diagnóstico nutricional de eutrofia; a mediana de tempo decorrido entre o início dos sintomas e o internamento foi de 30 dias. A sintomatologia respiratória verificada foi tosse em 13 pacientes (39,4%), taquipnéia em quatro (12,1%), hemoptise em dois (6%). A radiografia de tórax foi considerada anormal em quatro (12%) pacientes. A espirometria mostrou 56,3% de frequência de alterações espirométricas e média dos valores VEF1, CVF, VEF1/CVF, FEF25-75% abaixo dos valores previstos. O distúrbio ventilatório predominante foi o restritivo (37,5%), seguido do distúrbio misto (12,5%) e do distúrbio obstrutivo (6,3%). A frequência de sintomas respiratórios evidencia envolvimento pulmonar na LV. A média dos valores medidos de CVF e do VEF1 foi significativamente menor em comparação à média dos valores previstos, e o elevado percentual de alterações espirométricas demonstraram a presença de distúrbios funcionais no sistema respiratório. A predominância do distúrbio ventilatório restritivo pode estar relacionada com a principal alteração pulmonar descrita na LV, a doença pulmonar intersticial.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426722 - ANGELA MARIA DA SILVA
Externo à Instituição - JOSE BARRETO NETO
Presidente - 426691 - MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA

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